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Banco do Brasil contabiliza prejuízo bilionário com calote corporativo de R$ 3,6 bilhões

Segundo o banco, o caso envolvendo uma companhia do segmento atacado levou o índice de inadimplência acima de 90 dias a 5,17% no quarto trimestre de 2025

Banco do Brasil | Foto: Reprodução
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Durante a apresentação do balanço financeiro do quarto trimestre de 2025, o Banco do Brasil revelou que uma companhia do setor atacadista deixou de honrar R$ 3,6 bilhões em compromissos com a instituição no período.

O impacto desse episódio pressionou os indicadores de crédito. A taxa de inadimplência para operações com atraso superior a 90 dias avançou para 5,17%, acima dos 4,51% registrados no trimestre anterior e dos 3,16% observados no mesmo intervalo de 2024. De acordo com o banco, desconsiderando esse evento específico, o índice ficaria em 4,88%.

BRASKEN NEGA

Reportagens do Valor Econômico apontaram que a empresa envolvida seria a Braskem. No início da noite, por volta das 18h50, a companhia divulgou comunicado ao mercado negando a existência de débitos em aberto com o banco.

A taxa de inadimplência acima de 90 dias é considerada um dos principais indicadores da qualidade da carteira de crédito das instituições financeiras, pois mede o volume de operações com pagamento em atraso e sinaliza o risco de perdas.

IDENTIDADE NÃO REVELADA

No relatório divulgado aos investidores, o BB atribuiu a alta a um caso pontual relacionado à carteira de Títulos e Valores Mobiliários, vinculado a uma empresa do atacado, sem identificar oficialmente o nome.

Em entrevista coletiva para comentar os resultados do período, o vice-presidente de Riscos da instituição, Felipe Prince, afirmou que não poderia revelar a identidade da companhia, mas indicou que as informações já publicadas pela imprensa permitiriam associar o caso à empresa mencionada.

 


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