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'Bets' irregulares: 25 milhões de pessoas usam plataformas ilegais de apostas online, diz ministro

Governo anuncia bloqueio de recursos de plataformas irregulares; avaliação é que crime organizado atua no setor

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  • Ministro da Justiça afirma que 25,2 milhões de brasileiros apostam em plataformas ilegais.
  • Governo bloqueia recursos de casas de apostas irregulares para financiar segurança pública.
  • Operação Conto da Sorte investiga esquema bilionário envolvendo apostas ilegais.
  • 40 mil sites ilegais foram derrubados com apoio da Anatel e da Secretaria de Prêmios e Apostas.
  • Crime organizado é suspeito de atuar no mercado de apostas ilegais no Brasil.
Apostasdor utiliza site de bets | Foto: Bruno Peres / Agência Brasil
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou nesta sexta-feira (19) que 25,2 milhões de brasileiros realizam apostas por meio de plataformas ilegais no país.

A declaração foi feita no mesmo dia em que o governo federal anunciou medidas para bloquear recursos de casas de apostas irregulares e direcionar os valores ao Fundo Nacional de Segurança Pública, respeitando o devido processo legal.

Segundo o ministro, as bets ilegais representam uma parcela significativa do mercado de apostas online no Brasil.

Estamos falando de que as bets ilegais representam algo entre 41% e 51% das plataformas que operam na legalidade, é um número relevante. Já bloqueamos mais de 40 mil sites. São 25,2 milhões de brasileiros apostando nessas plataformas.

O governo informou que pretende ampliar o combate às plataformas que operam sem autorização no país. A medida inclui o bloqueio de recursos financeiros vinculados a essas operações, com posterior destinação dos valores ao Fundo Nacional de Segurança Pública, dentro dos limites legais.

Suspeita de atuação do crime organizado

De acordo com Wellington César, o setor de apostas ilegais tem se tornado um ambiente atrativo para organizações criminosas.

O ministro afirmou que existem "estímulos" para a migração do crime organizado para esse mercado, o que reforça a necessidade de atuação do poder público contra empresas irregulares.

Dinheiro apreendido na Operação Conto da Sorte, deflagrada em PE, em SP e no CE | Foto: MPRN/Divulgação 

Milhares de sites derrubados

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que apenas 350 pessoas, utilizando 37 instituições financeiras (principalmente fintechs e instituições de pagamento) estavam ligadas à operação de mais de 40 mil aplicativos e sites ilegais retirados do ar.

As plataformas foram derrubadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a pedido da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

Operação investiga esquema bilionário

Na quinta-feira (18), órgãos federais participaram da Operação Conto da Sorte, que investiga um esquema de movimentação bilionária por meio de apostas ilegais.

Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Ceará e São Paulo. Nesta fase da operação, não houve prisões.

As investigações tiveram início após análises técnicas da Secretaria de Prêmios e Apostas. Segundo a Receita Federal, a autarquia Lotseridó, criada pela Prefeitura de Bodó (RN), passou a credenciar de forma irregular empresas de apostas de quota fixa antes de encerrar as atividades, em outubro de 2025.

De acordo com os investigadores, o volume movimentado pelo esquema pode alcançar bilhões de reais, embora o valor exato ainda dependa da análise do material apreendido e das quebras de sigilo autorizadas pela Justiça.

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