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Brasil bate recorde com 103 milhões de pessoas ocupadas; mulheres puxam avanço

Número de pessoas ocupadas cresceu 15,4% desde 2012, enquanto participação das mulheres e de trabalhadores com maior escolaridade avançou.

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  • Brasil atinge recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas em 2025, segundo IBGE.
  • Participação feminina no mercado de trabalho cresce 20,5%, atingindo 43,5% da força de trabalho.
  • Nível de ocupação brasileira chega a 59,1%, alta de 0,5 ponto percentual em relação a 2024.
  • Setores de serviços e administração pública lideram crescimento da ocupação em 2025.
  • Escolaridade dos trabalhadores aumenta, com 68,5% possuindo ensino médio completo ou superior.
Carteira de Trabalho | Foto: Agência Brasil
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O Brasil atingiu o recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgada nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o instituto, esse foi o maior contingente de ocupados da série histórica, iniciada em 2012. No mesmo período, o número de desocupados caiu para 6,1 milhões, o menor nível registrado pela pesquisa. A força de trabalho brasileira somou 109,1 milhões de pessoas, enquanto 65 milhões estavam fora do mercado de trabalho. Em comparação com 2012, o número de ocupados cresceu 15,4%, passando de 89,3 milhões para 103 milhões.

Participação feminina cresce mais rapidamente

Além do recorde de ocupação, os dados mostram um avanço mais acelerado da participação feminina no mercado de trabalho. Em 2025, o país tinha 44,8 milhões de mulheres ocupadas, o equivalente a 43,5% da população ocupada. Desde 2012, o número de mulheres ocupadas cresceu 20,5%, com a incorporação de 7,6 milhões de trabalhadoras.

Os homens somaram 58,2 milhões de ocupados, ou 56,5% do total. Entre eles, o crescimento foi de 11,7%, com aumento de 6,1 milhões de trabalhadores.

Nível de ocupação chega a 59,1%

O nível de ocupação da população brasileira chegou a 59,1% em 2025, alta de 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior. O indicador representa a proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar. O resultado representa uma recuperação de 3,8 pontos percentuais em relação ao menor nível registrado pela pesquisa, de 55,3%, em 2017. Os dados também apontam redução da diferença entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

Serviços e administração pública concentram crescimento

O avanço da ocupação foi impulsionado principalmente pelos setores de serviços e administração pública. Entre 2012 e 2025, as áreas de administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais adicionaram 4,9 milhões de trabalhadores.

Os segmentos de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas incorporaram outros 3,8 milhões de ocupados no período. Em contrapartida, setores tradicionais perderam participação na estrutura do emprego. A agropecuária registrou redução de 2,3 milhões de ocupados entre 2012 e 2025. Construção e serviços domésticos também apresentaram queda.

Escolaridade aumenta entre trabalhadores

O avanço da escolarização da população brasileira também alterou a composição da força de trabalho. Em 2025, 43,6% da população ocupada tinha ensino médio completo ou superior incompleto, ante 35,7% em 2012.

Considerando os trabalhadores com pelo menos o ensino médio completo, a parcela passou de menos da metade em 2012 para 68,5% em 2025. No mesmo período, a participação dos trabalhadores com ensino superior completo aumentou de 14,1% para 24,9%.

Já a parcela de pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 32,6% para 18,3%. Segundo o analista de pesquisas do IBGE, William Kratochwill, os dados refletem o aumento da escolarização entre os jovens.

Trabalho por conta própria ganha espaço

A composição do mercado de trabalho também mudou nos últimos anos. Em 2025, os empregados continuaram representando a maior parcela dos ocupados, com 69% do total. Em 2012, esse percentual era de 70,7%. Já a participação dos trabalhadores por conta própria aumentou de 22,4% para 25,4% no período.

“Muitos que perderam uma ocupação e não podem deixar de ter um rendimento partem para um negócio próprio. Muitas vezes é comercializar alguma coisa, produzir algo para ser vendido”, explicou William Kratochwill. Em sentido contrário, a participação dos trabalhadores familiares auxiliares caiu de 3% para 1,2%.

Carteira assinada segue como principal segmento

Entre os empregados, o setor privado com carteira assinada permaneceu como o principal segmento, representando 37,8% da população ocupada em 2025. Os empregados sem carteira assinada correspondiam a 13,4% do total, enquanto os trabalhadores domésticos representavam 5,5%. Já os empregados do setor público, incluindo servidores estatutários e militares, correspondiam a 12,3% da população ocupada.

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