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Brasil possui uma 'arma secreta' contra crises do petróleo, aponta The Economist

Em um artigo publicado nesta quinta-feira (26), a revista avalia que “os biocombustíveis vão ajudar o país a enfrentar os efeitos do conflito no Oriente Médio”.

O biocombustível atua como uma vantagem estratégica para o Brasil, segundo o The Economist | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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O biocombustível atua como uma vantagem estratégica para o Brasil diante da crise energética no mundo todo, desencadeada pelo cenário de guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irã. A avaliação foi feita pela revista britânica The Economist.

Em um artigo publicado nesta quinta-feira (26), a revista avalia que “o Brasil tem uma arma secreta contra choques do petróleo” e que “os biocombustíveis vão ajudar o país a enfrentar os efeitos do conflito no Oriente Médio”.

Após o início da guerra, em 28 de fevereiro, uma crise energética se instalou no mundo todo, com alta do petróleo e do gás e risco de desabastecimento, especialmente após o bloqueio do Estreito de Ormuz, local por onde passa 20% da energia global.

O preço do barril de petróleo tipo Brent voltou a ultrapassar os US$ 100, chegando a picos de mais de US$ 110 nesta semana. O cenário de incertezas pressiona ainda mais os preços. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que haveria negociações em desenvolvimento; porém, Teerã negou.

Diante disso, a The Economist afirma que “o Brasil estava preparado para um choque do petróleo”. Isso porque o país investiu em alternativas e construiu “a indústria de biocombustíveis mais sofisticada do mundo” ao longo de décadas.

Além disso, o artigo também chama atenção para a frota do Brasil: “três quartos dos veículos leves no Brasil possuem tecnologia que permite rodar com qualquer mistura, desde gasolina pura até etanol 100%”.

“Isso reduz a dependência do Brasil de combustíveis fósseis importados e protege o país contra mercados inflacionados. O preço da gasolina nos postos brasileiros subiu 10% desde o início da guerra, e o do diesel, 20%, segundo dados divulgados em 20 de março pelo regulador de energia. É um aumento doloroso, mas muito abaixo dos saltos de 30% a 40% observados nos Estados Unidos”, diz trecho do artigo.

A revista menciona um plano do governo federal, em 2023, para promover o biodiesel, derivado de sementes, principalmente da soja. Mesmo assim, faz uma ressalva: “os biocombustíveis não podem eliminar totalmente os custos provocados pela alta do petróleo”. Ainda assim, a avaliação final é que o Brasil entra nessa crise em posição mais favorável.

De acordo com a análise feita pela revista, o modelo começa a chamar atenção internacional, com países como Índia e Japão estudando adaptar a experiência do Brasil.

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