- O iFood prevê movimentar R$ 550 milhões no Piauí em 2026, com crescimento de 30% em comparação a 2025.
- O consumo por delivery no Piauí cresceu 25% no último ano, com alta de 38% nas entregas noturnas.
- O iFood Pago concedeu R$ 17,6 milhões em crédito para restaurantes no Piauí, facilitando acesso a capital.
- Teresina é a quinta maior cidade do Nordeste em volume de entregas, reforçando sua relevância regional.
- O setor de alimentação no Piauí ganha dinamismo com aumento de pedidos e expansão de crédito.
O avanço do consumo por delivery começa a produzir efeitos cada vez mais relevantes sobre a economia do Piauí. Depois de movimentar cerca de R$ 400 milhões em 2025, o ecossistema do iFood deve alcançar aproximadamente R$ 550 milhões em 2026, segundo projeção apresentada pelo CEO da plataforma, Diego Barreto, em entrevista ao MeioNews.com durante o iFood Move 2026, em São Paulo.
O crescimento projetado, próximo de 30%, acompanha uma mudança no comportamento do consumidor piauiense. O número de pedidos avançou 25% no último ano, enquanto a madrugada, entre 0h e 5h, registrou alta ainda maior, de 38%. Para Barreto, esses números colocam o estado entre os mercados de maior dinamismo da operação no país.
“A expectativa para 2026 é de R$ 550 milhões movimentados no Piauí pelo iFood. Estamos imaginando um crescimento que vai chegar perto dos 30%. É um dos estados mais dinâmicos que a gente tem hoje no Brasil em termos de entrega”, afirmou o executivo.
Segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os R$ 400 milhões movimentados no estado em 2025 já representaram aproximadamente 0,40% do PIB piauiense. A atividade também esteve associada à geração e manutenção de mais de 10 mil postos de trabalho diretos e indiretos na cadeia produtiva local.
Teresina ganha espaço no Nordeste
A capital piauiense aparece como peça central desse crescimento. Segundo Diego Barreto, Teresina é a quinta maior capital do Nordeste em volume de entregas dentro da plataforma, posição que reforça a relevância da cidade em um mercado regional que já ocupa o segundo lugar em importância para a companhia.
“O Nordeste é a segunda região mais relevante no iFood. Dentro das dez cidades que mais vendem no iFood, cinco são do Nordeste, sendo que Teresina ocupa a quinta posição”, destacou o CEO.
Na avaliação de Barreto, a força da região está diretamente relacionada à diversidade de hábitos de consumo e à riqueza gastronômica. Essa característica exige, segundo ele, uma operação cada vez mais localizada, adaptada não apenas aos tipos de comida consumidos, mas também aos horários, às ocasiões de compra e às particularidades logísticas de cada cidade.
Plataforma concentra 90% das vendas de hamburgueria e redefine operação em Teresina
Uma reconhecida rede de hamburgueria criada em Teresina em 2020 pelo empresário Milcíades Pereira, construiu sua expansão a partir de uma operação fortemente voltada ao delivery. Hoje, cerca de 90% das vendas das lojas passam pelo iFood, resultado de uma estratégia que envolveu reposicionamento da marca, mudança para regiões de maior poder aquisitivo e uso mais intensivo das ferramentas digitais da plataforma para ampliar a base de clientes.
Segundo ele, a pandemia representou um ponto de virada para o negócio e acelerou a presença da marca no ambiente digital.
“Com o fechamento do comércio durante a pandemia, a plataforma tornou-se o divisor de águas do nosso negócio. A partir de então, experimentamos um crescimento exponencial, tanto em volume de vendas quanto em estrutura operacional e posicionamento estratégico dentro do aplicativo”, afirma.
A análise dos dados de consumo ajudou a empresa a reposicionar unidades, alcançar novos públicos e ampliar vendas em diferentes regiões de Teresina. Milcíades também destaca os ganhos de eficiência logística: após a migração para a entrega da plataforma, o tempo médio caiu de 24 para 16 minutos. “Em última análise, o sucesso depende da capacidade do restaurante em utilizar essas ferramentas estratégicas de forma inteligente”, resume o empresário, que participa do iFood Move 2026, em São Paulo.
Crédito passa a integrar estratégia de crescimento
Além do aumento do consumo, outra frente com potencial de impacto econômico sobre restaurantes e pequenos negócios é a ampliação do acesso ao crédito. Por meio do iFood Pago, plataforma financeira voltada a empreendedores do setor de alimentação e varejo, a empresa já liberou mais de R$ 4,6 bilhões em crédito no Brasil, além de manter cerca de R$ 9,2 bilhões em recursos pré-aprovados.
O modelo utiliza informações de desempenho dos próprios estabelecimentos, como recorrência de clientes, avaliações e comportamento das vendas, para realizar análises de crédito adaptadas à realidade do setor. A proposta é facilitar o acesso a capital para compra de insumos, reposição de estoque, investimentos em estrutura e expansão das operações.
Dados recentes sobre o uso do cartão da plataforma mostram que mercados e atacados concentram 65% do volume das transações e 57% do valor movimentado, o que indica uma utilização fortemente ligada à aquisição de produtos e insumos necessários para manter os estabelecimentos funcionando.
Para pequenos e médios restaurantes, especialmente em mercados em expansão como o Piauí, o acesso a crédito passa a funcionar como complemento ao crescimento observado no consumo. O aumento dos pedidos gera maior demanda operacional, enquanto novas linhas de financiamento podem ajudar os estabelecimentos a ampliar capacidade, estoque e estrutura.
Consumo muda de horário e amplia oportunidades
No Piauí, a expansão também acontece em segmentos variados. Doces e bolos lideram entre as categorias mais pedidas, enquanto hambúrgueres, comida chinesa, alimentação saudável, culinária árabe, marmitas e sorvetes também apresentam crescimento.
Entre as culinárias específicas, os maiores avanços foram registrados em Yakisoba, com 40,9%; Xis, com 28,8%; e comida nordestina, com 25,9%.
O crescimento de 38% nas compras realizadas durante a madrugada também representa um novo desafio para restaurantes e para a logística. Barreto explicou que diferentes horários exigem soluções específicas para evitar cancelamentos e garantir eficiência nas entregas.
Com maior volume de consumo, ampliação do crédito e Teresina consolidada entre os principais mercados nordestinos, o Piauí passa a ocupar uma posição mais relevante no avanço da economia digital ligada à alimentação, com reflexos diretos sobre restaurantes, entregadores, fornecedores e consumidores.
Confira as 10 categorias com maior volume de pedidos no estado do Piauí:
Doces & Bolos
Marmita
Hambúrguer
Açaí
Saudável
Comida Brasileira
Sorvetes
Lanches
Pizza
Italiana
iFood Pago concede R$ 17,6 milhões em crédito para restaurantes no Piauí
O iFood Pago concedeu R$ 17,6 milhões em crédito para restaurantes no Piauí entre agosto de 2025 e agosto de 2026. Os negócios da região têm R$ 53,7 milhões pré-aprovados na plataforma. Para a maioria desses empreendedores, a aprovação pelo sistema financeiro tradicional não era uma opção: pesquisa* Ipsos-Ipec encomendada pelo iFood Pago (janeiro 2026) aponta que 63% dos empreendedores que acessaram crédito pelo iFood Pago não conseguiram aprovação no sistema bancário tradicional.
Trata-se de uma análise de performance dos restaurantes no aplicativo, tornando o processo mais alinhado ao fluxo de caixa real do setor de alimentação. 77% dos que acessaram crédito pelo iFood Pago afirmam que seus negócios progrediram depois de iniciarem sua parceria com o iFood e 82% dos respondentes tomadores de crédito do iFood Pago acreditam que os serviços impactarão positivamente o futuro de suas operações.