Demissão de Prates derruba valor de mercado da Petrobras em R$ 34 bilhões

As ações ordinárias (PETR3), conferindo direito a voto nas decisões da empresa, experimentaram um declínio de 6,78%

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Empresa perdeu valor de mercado | Fernando Frazão
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Petrobras amargou uma perda considerável em seu valor de mercado, registrando um declínio de R$ 34 bilhões nesta quarta-feira (15), um revés atribuído ao anúncio abrupto da demissão de Jean Paul Prates da presidência da empresa. Encerrando o pregão com um valor de mercado de R$ 509 bilhões, comparado aos R$ 543 bilhões do dia anterior, a petroleira enfrentou uma queda acentuada refletida no desempenho das suas ações.

O que aconteceu

O desligamento de Prates, efetuado pelo presidente Lula na noite de terça-feira (14), surge em meio a uma série de polêmicas, notadamente relacionadas à distribuição de dividendos da companhia. A contenda sobre este assunto, somada a divergências prévias entre Prates e o governo federal, que é o principal acionista da Petrobras, parece ter sido o gatilho para sua saída.

Queda nas ações

As ações ordinárias (PETR3), conferindo direito a voto nas decisões da empresa, experimentaram um declínio de 6,78%, enquanto as preferenciais (PETR4), que proporcionam prioridade no recebimento de dividendos, caíram 6,04%. Este cenário tumultuado reflete não apenas a instabilidade interna na empresa, mas também as tensões entre seus líderes e o poder político.

Falta de acordos

O presidente Lula, segundo informações do blog de Natuza Nery, já havia considerado a demissão de Prates anteriormente, em virtude dos persistentes desacordos entre o presidente da Petrobras e o governo. A divergência em relação à retenção de dividendos, onde Prates se opôs à orientação do governo e se absteve na votação, desencadeou o descontentamento no Palácio do Planalto.

Conflitos

O embate prolongado entre Prates e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveiraé apontado como uma das principais razões por trás da demissão. Prates, em suas declarações subsequentes, sugeriu que a decisão foi influenciada por intrigas palacianas, indicando uma fricção latente entre a gestão da Petrobras e o governo. Este episódio lança incerteza sobre a direção futura da empresa, com implicações não apenas para os investidores, mas também para o setor de energia como um todo.

Interina

A sucessão de Prates agora recai sobre Clarice Copetti, que assume interinamente a presidência da Petrobras. A nomeação de Copetti, junto com a destituição do diretor financeiro Sergio Caetano Leite, sugere uma mudança significativa na gestão da empresa, levantando questões sobre os próximos passos da gigante petrolífera em meio a um contexto de volatilidade e incerteza nos mercados.



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