- O Ministério da Fazenda avalia ampliar o alcance do Desenrola 2.0 para trabalhadores informais.
- A nova linha de crédito voltada a trabalhadores informais pode ser lançada entre maio e junho.
- O programa Desenrola 2.0 é voltado a brasileiros com renda de até R$ 8.105 e dívidas com bancos.
- Os bancos já sinalizaram adesão ao programa, mas ainda ajustam sistemas para começar a renegociação.
O Ministério da Fazenda avalia ampliar o alcance do Desenrola 2.0 para incluir trabalhadores informais e pessoas que, mesmo sem dívidas em atraso, enfrentam juros elevados, como no cartão de crédito.
A informação foi confirmada nesta quarta-feira (6) pelo ministro Dario Durigan, em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Foco nos informais
Segundo o ministro, uma nova linha de crédito voltada a trabalhadores informais está em estudo e pode ser lançada entre o fim de maio e o início de junho.
A ideia é atender um público que não tem renda fixa ou histórico tradicional de crédito, o que dificulta o acesso a financiamentos.
Além dos inadimplentes, o governo também analisa incluir pessoas que estão com as contas em dia, mas enfrentam juros altos.
A gente tem um primeiro momento agora do Desenrola para quem está inadimplente. Ela não tem crédito, não cartão de crédito, está com nome negativado. Mas estamos estudando uma segunda rodada para quem está adimplente e tem juros altos.
Programa Desenrola 2.0 | Foto: Reprodução
Como funciona o Desenrola 2.0
Lançado nesta semana, o programa é voltado a brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e dívidas com bancos.
Podem ser renegociados débitos contratados até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos, incluindo cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Condições da renegociação
A nova rodada prevê:
- descontos entre 30% e 90%;
- juros de até 1,99% ao mês;
- prazo de até 48 meses para pagamento;
- início das parcelas em até 35 dias;
- limite de até R$ 15 mil por pessoa em cada banco.
Também será possível usar parte do FGTS (até 20% do saldo ou R$ 1 mil), o que for maior, para quitar ou reduzir dívidas.
Adesão dos bancos
Os bancos já sinalizaram adesão ao programa, mas ainda ajustam sistemas para começar a renegociação. O acesso será feito pelos canais das próprias instituições, como aplicativos, sites e agências.
O programa tem o objetivo de reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país. A Medida Provisória que estabelece as regras foi publicada no fim desta segunda-feira (4) — e, com isso, já passou a valer.
A proposta do governo é reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país. A medida provisória que cria o Desenrola 2.0 foi publicada nesta semana e já está em vigor.