A decisão da Suprema Corte dos EUA de derrubar grande parte das tarifas impostas pelo governo Trump impactou o mercado financeiro. O dólar fechou em queda de 0,98%, cotado a R$ 5,1758, no menor valor desde maio de 2024.
Já o Ibovespa avançou 1,06%, aos 190.534 pontos, estabelecendo novo recorde de fechamento, com ações de mineradoras e bancos liderando os ganhos. Na semana, a bolsa subiu 2,18% e acumula alta de 18,25% em 2026.
A moeda estadunidense está no menor nível desde 28 de maio de 2024, quando era cotada a R$ 5,15. O dólar caiu 1,03% na semana e acumula retração de 5,69% no ano.
O euro comercial também recuou, caindo 0,86% e fechando a R$ 6,09, o menor valor desde 27 de fevereiro do ano passado.
A decisão beneficiou as moedas de países emergentes. Mesmo com o anúncio de uma nova tarifa global de 10% pelo presidente americano, o mercado reagiu com queda do dólar e alta da bolsa.
A DECISÃO
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos a 3, que a lei usada por Donald Trump para impor tarifas de importação “não autoriza o presidente a impor tarifas”. O presidente do tribunal, John Roberts, redigiu o parecer da maioria, enquanto Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh registraram votos divergentes.
A ação foi movida por empresas afetadas e 12 estados americanos, e estabelece limites ao poder executivo, exigindo autorização clara do Congresso para criar tarifas. A decisão pode afetar medidas adotadas contra o Brasil e obriga o governo a reconsiderar o “tarifaço” de 2025, podendo devolver parte da arrecadação, estimada em mais de US$ 175 bilhões.
Trump havia usado a Lei de Poderes Econômicos em Emergência Internacional (IEEPA) para criar tarifas sem aprovação legislativa. Outras tarifas aplicadas sob diferentes leis não foram alvo desta decisão.