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Dólar sobe a R$ 5,15 com força do emprego nos EUA; bolsa brasileira recua

Dados acima do esperado reforçam cenário de juros altos nos EUA e pressionam mercados

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  • O dólar opera em alta na volta do feriado de Corpus Christi, impulsionado por dados positivos do mercado de trabalho dos EUA.
  • A moeda americana subiu 1,65% e atingiu R$ 5,1506, enquanto o Ibovespa recuou 0,56%.
  • O desempenho acima do esperado fortalece a percepção de que o Federal Reserve deve manter os juros elevados por mais tempo para conter a inflação.
  • A política monetária americana influencia diretamente o ambiente doméstico e aumenta a pressão para que a taxa Selic permaneça elevada.
Notas de dólar | Foto: Rick Wilking/Reuters
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O dólar opera em alta nesta sexta-feira (5), na volta do feriado de Corpus Christi, impulsionado por dados mais fortes que o esperado do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Por volta das 13h10, a moeda americana subia 1,65%, cotada a R$ 5,1501, após atingir a máxima de R$ 5,1506.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 0,56%, aos 169.372 pontos.

O principal fator do dia é a divulgação dos dados de emprego nos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Trabalho, o país criou 172 mil vagas em maio, acima da expectativa do mercado, que projetava 85 mil novos postos.

Apesar de representar desaceleração em relação a abril (179 mil vagas, dado revisado), o resultado reforça a resiliência do mercado de trabalho americano.

Geração de emprego nos EUA | Foto: David Paul Morris

Pressão sobre juros e câmbio

O desempenho acima do esperado fortalece a percepção de que o Federal Reserve (Fed) deve manter os juros elevados por mais tempo para conter a inflação.

Esse cenário tende a impactar economias emergentes como o Brasil. Juros mais altos nos EUA aumentam a atratividade dos títulos americanos, levando investidores a realocar recursos para o país.

Com isso, o dólar se valoriza frente a outras moedas, como o real, enquanto bolsas de valores, como a brasileira, tendem a sofrer pressão.

Reflexos no Brasil

A política monetária americana também influencia diretamente o ambiente doméstico. O cenário externo mais restritivo aumenta a pressão para que a taxa Selic permaneça elevada por mais tempo, além de afetar o fluxo de capital estrangeiro.

As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. Nesta sexta-feira, o Líbano acusou o Irã de usar o país como “moeda de troca” nas negociações com os Estados Unidos.

O território libanês voltou a ser alvo de ataques aéreos de Israel, enquanto Teerã condicionou avanços diplomáticos à interrupção dos bombardeios.

Mesmo com o cenário geopolítico, os preços do petróleo operam em queda. Por volta das 13h10, o barril do Brent recuava 1,75%, a US$ 93,37, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) caía 2,54%, a US$ 90,68.

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