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Dona do Habib’s em recuperação judicial: os motivos e próximos passos

Empresa terá cerca de 60 dias para apresentar um plano de recuperação aos credores. Depois, começam as negociações que vão definir como e em quanto tempo as dívidas serão pagas.

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  • Grupo Gennius teve pedido de recuperação judicial aceito em São Paulo após acumular R$ 265,2 milhões em dívidas.
  • Crise financeira do grupo foi causada por pandemia, mudanças no comportamento dos consumidores e alta dos juros.
  • Grupo controla três redes de restaurantes, com 119 lojas do Habib’s, 26 do Ragazzo e seis da Tendall.
  • Pandemia reduziu movimento nas lojas, especialmente em centros urbanos, e alterou hábitos de consumo dos clientes.
  • Alta dos juros elevou custo das dívidas, impactando recursos disponíveis para operações e financiamento do negócio.
Habib's entrou com pedido de recuperação judicial | Foto: Divulgação
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O Grupo Gennius, controlador das redes Habib’s, Ragazzo e Tendall, teve o pedido de recuperação judicial aceito nesta terça-feira (25) pela Justiça de São Paulo. O grupo declarou R$ 265,2 milhões em dívidas. O processo reúne 178 empresas e dois produtores rurais.

Segundo o pedido apresentado à Justiça, a crise financeira foi provocada pela combinação de três fatores principais: os efeitos da pandemia, mudanças no comportamento dos consumidores e a alta dos juros.

Grupo controla três redes de restaurantes

Fundado em 1987, o Habib’s se tornou uma das principais redes de alimentação do país, conhecida principalmente pelas esfihas e produtos de inspiração árabe. Atualmente, são 119 lojas no Brasil.

O grupo também controla 26 lojas do Ragazzo, especializado em massas, salgados e lanches, e seis churrascarias da rede Tendall. Além dos restaurantes, o conglomerado reúne empresas que atuam na estrutura de franquias e em outras etapas da operação.

Pandemia reduziu movimento nas lojas

Segundo o grupo, a pandemia de Covid-19 afetou principalmente as unidades localizadas em grandes centros urbanos. As restrições de circulação reduziram o movimento nesses estabelecimentos. Mesmo após a reabertura da economia, o avanço do trabalho remoto e híbrido alterou a rotina dos consumidores que costumavam frequentar regiões comerciais e shopping centers.

Outro fator apontado pelo grupo foi o crescimento dos serviços de entrega. Com a expansão dos pedidos por aplicativos e outras plataformas digitais, mais consumidores passaram a receber refeições em casa em vez de frequentar os restaurantes.

Embora o delivery tenha ajudado a manter as vendas, o grupo afirma que a mudança também pressionou os resultados das lojas físicas.

Alta dos juros aumentou custo das dívidas

O terceiro fator apontado foi a alta dos juros. Segundo o grupo, as dívidas contraídas para manter as operações ficaram mais caras com o aumento da taxa Selic. Com isso, uma parcela maior dos recursos gerados pelos restaurantes passou a ser destinada ao pagamento de juros e dívidas.

A situação reduziu o dinheiro disponível para manter as operações e financiar o negócio.

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