- O Ibovespa subiu 2,44%, fechando acima dos 177 mil pontos, impulsionado pela Vale, Petrobras e WEG.
- A Vale teve alta por causa do maior volume de produção de minério de ferro em 2018, segundo dados divulgados.
- A WEG liderou os ganhos após divulgar balanço trimestral acima das expectativas, reduzindo preocupações dos investidores.
- Analistas destacam influxo de capital estrangeiro para o Brasil, motivado por preços elevados nos EUA e incertezas em tech.
- O S&P 500 fechou em queda de 0,13% em Nova York, com Tesla registrando fluxo de caixa negativo no segundo trimestre.
O Ibovespa voltou a ganhar força nesta quarta-feira (22) e fechou acima dos 177 mil pontos, impulsionado principalmente pela valorização das ações da Vale, Petrobras e WEG. O principal índice da Bolsa brasileira avançou 2,44%, encerrando o pregão aos 177.547,57 pontos, com volume financeiro de R$ 22,75 bilhões.
Após cinco sessões de desempenho moderado, o mercado reagiu positivamente ao noticiário corporativo. A Vale foi beneficiada pelo anúncio do maior volume de produção de minério de ferro para um segundo trimestre desde 2018, enquanto a Petrobras acompanhou a alta do petróleo no mercado internacional, diante das preocupações com a oferta global em meio ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã.
A WEG liderou os ganhos do dia após divulgar um balanço trimestral ligeiramente acima das expectativas, reduzindo as preocupações dos investidores em relação ao desempenho da empresa ao longo do ano.
Além dos resultados corporativos, analistas apontam que a Bolsa brasileira também tem atraído capital estrangeiro. Segundo Rafael Minotto, da Ciano Investimentos, investidores internacionais estariam migrando parte dos recursos da bolsa norte-americana para mercados considerados mais baratos, como o brasileiro, diante dos elevados preços das ações nos Estados Unidos e das incertezas de curto prazo envolvendo o setor de inteligência artificial.
Em Nova York, o S&P 500 fechou em queda de 0,13%, em meio a cautela dos agentes que aguardavam resultados financeiros de empresas de tecnologia. A Tesla teve fluxo de caixa livre negativo no segundo trimestre pela primeira vez em mais de dois anos, enquanto o a receita de serviços de computação em nuvem da Alphabet, proprietária do Google, superou as estimativas de Wall Street.