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Indústria argentina encolhe e perde quase 73 mil empregos em dois anos

Produção recua 7,9% e país tem um dos piores desempenhos industriais do mundo

Indústria argentina encolhe e perde quase 73 mil empregos em dois anos | Foto: Reprodução
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A indústria da Argentina registrou uma das maiores retrações das últimas décadas, com queda acumulada de 7,9% na produção industrial em dois anos, segundo dados da United Nations Industrial Development Organization. No mesmo período, 2.436 empresas fecharam e 72.955 trabalhadores perderam seus empregos, o equivalente a cerca de 6% da força de trabalho do setor.

Queda na produção e fechamento de empresas

Os dados indicam um cenário de retração contínua da atividade industrial no país. A redução no número de empresas e empregos reflete diretamente a perda de dinamismo do setor produtivo, com impactos na economia e no mercado de trabalho.

Além disso, o desempenho coloca a Argentina entre os piores resultados industriais globais, ocupando a segunda posição negativa entre 56 economias analisadas.

Capacidade industrial em nível crítico

Outro indicador que reforça o cenário de crise é a utilização da capacidade instalada das fábricas. Em 2025, o índice caiu para 57,9%, o menor nível da última década fora do período da pandemia.

Setores tradicionais foram os mais afetados, como metalmecânica, têxtil, couro e calçados, que registraram alguns de seus piores resultados históricos. A queda nas importações de máquinas e bens de capital também aponta para recuo nos investimentos produtivos.

Diferença em relação a países da região

Enquanto a indústria argentina enfrenta retração, outros países da América do Sul apresentaram crescimento no mesmo período. O Brasil registrou avanço de cerca de 3,5%, enquanto o Chile teve crescimento de 5,2%.

O contraste evidencia que o cenário argentino não segue uma tendência global, mas sim um processo específico ligado à dinâmica econômica interna do país.

Impacto de políticas econômicas

A retração industrial está associada a mudanças na condução econômica, incluindo abertura comercial, redução de investimentos públicos e menor participação do Estado no setor produtivo.

Sem incentivos, crédito e políticas de proteção, empresas nacionais enfrentam maior concorrência com produtos importados, o que contribui para o fechamento de indústrias e perda de espaço no mercado interno.

Mudanças na estrutura produtiva

O cenário também aponta para uma transformação na estrutura econômica do país. Com a perda de força da indústria, há tendência de maior dependência de exportações de commodities e matérias-primas, reduzindo a participação de setores com maior valor agregado.

Esse movimento pode impactar a geração de empregos e a capacidade de crescimento econômico no longo prazo, ao mesmo tempo em que reforça a dependência de fatores externos para sustentar a atividade econômica.

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