Importadores brasileiros aguardam uma definição sobre a liberação do Estreito de Ormuz, região estratégica controlada pelo Irã, para a chegada de cargas. Entre elas, fertilizantes, retidas em meio às tensões no Oriente Médio.
Navios com destino ao Brasil
De acordo com levantamento da Alphamar Agência Marítima, ao menos duas embarcações carregadas com fertilizantes destinados ao Brasil permanecem no estreito. Outros dois navios também têm o país como destino final declarado, mas ainda não há informações detalhadas sobre o tipo de carga transportada.
Um desses navios, inclusive, partiu do porto de Paranaguá e chegou a descarregar açúcar no Irã antes de permanecer na região.
Incerteza sobre liberação
Segundo o sócio-diretor da Alphamar, Arthur Neto, ainda não há previsão para que as embarcações deixem a área. “Ainda não temos notícias de quando sairão da região”, disse o sócio.
Mais cedo, em meio a informações sobre uma possível reabertura do estreito após uma trégua de duas semanas entre Irã e Estados Unidos, havia 224 navios graneleiros na região. Desses, 63 estavam em movimento, sendo 46 carregados com fertilizantes destinados a diferentes países.
Navios desligam rastreamento
O monitoramento das embarcações tem sido dificultado. Segundo Arthur Neto, navios ligados a empresas de países envolvidos no conflito passaram a desligar seus sistemas de rastreamento, prática conhecida como “blackout”, para reduzir riscos.
Além disso, muitas embarcações ainda não declararam oficialmente o tipo de carga transportada, o que aumenta a incerteza sobre o impacto logístico.