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Níquel do Piauí entra no radar global com parceria entre Brazilian Nickel e empresa dos EUA

A parceria prevê o fornecimento de precipitado de hidróxido misto (MHP) de alta qualidade.

Piauí Níquel ganha terreno no mercado internacional diante de acordo com empresa estadunidense. | Foto: Divulgação
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A Brazilian Nickel Limited (BRN), companhia privada voltada ao desenvolvimento da produção primária de níquel e cobalto no Brasil, anunciou a assinatura de um acordo não vinculativo com a Westwin Elements. A parceria prevê o fornecimento de precipitado de hidróxido misto (MHP) de alta qualidade, reforçando a estratégia da empresa de inserção no mercado global de minerais críticos.


FORNECIMENTO E PRODUÇÃO

Pelos termos do entendimento, a BRN deverá comercializar com a Westwin até 10 mil toneladas por ano de níquel em MHP e entre 240 e 400 toneladas anuais de cobalto em MHP. Os volumes serão originados do Projeto Níquel Piauí, no Brasil, que utiliza um processo próprio de lixiviação em pilha de laterita, apontado pela empresa como economicamente eficiente e com baixa emissão de CO₂.

Após a aquisição, a Westwin ficará responsável pelo refino do material, transformando o MHP em pó e briquetes de níquel Classe 1 destinados ao mercado norte-americano. A operação busca contribuir para a consolidação de uma cadeia de suprimentos de minerais críticos nos Estados Unidos, além de apoiar o financiamento do projeto piauiense, considerado o principal ativo da Brazilian Nickel.


POSICIONAMENTO DA BRN

O CEO da Brazilian Nickel, Mark Travers, destacou o impacto estratégico do acordo para a companhia e para o setor.

“Este acordo com a Westwin não apenas fortalece a estrutura de financiamento da Brazilian Nickel, mas, mais importante, confirma nossa capacidade comprovada de produzir níquel de alta qualidade e nos posicionar como um participante importante no mercado global de minerais críticos. Ele ressalta o papel estratégico da BRN no reforço da resiliência da cadeia de suprimentos e nosso compromisso em ser um parceiro confiável e de longo prazo para os clientes em mercados importantes.”


VISÃO DA WESTWIN

A fundadora e CEO da Westwin Elements, KaLeigh Long, também enfatizou a relevância da parceria para o fortalecimento industrial dos Estados Unidos.

“Estabelecer relações confiáveis na cadeia de suprimentos é essencial para restaurar a capacidade de refino dos Estados Unidos”, disse KaLeigh Long, fundadora e CEO da Westwin Elements. “Este acordo promove a missão da Westwin de converter matéria-prima produzida de forma responsável em materiais Classe 1 dentro dos Estados Unidos, fortalecendo a segurança da cadeia de suprimentos para fabricação avançada e aplicações críticas de defesa.”


EXPERIÊNCIA NA EUROPA

A Brazilian Nickel já acumula iniciativas semelhantes no mercado internacional. No ano passado, a empresa firmou acordos preliminares de compra com as processadoras europeias Electro Mobility Materials Europe SAS (EMME) e Königswarter & Ebell Chemische Fabrik, subsidiária integral da Pure Battery Technologies (PBT).

Esses entendimentos têm como objetivo reforçar a cadeia de suprimentos de baterias na Europa, incentivando o uso de materiais mais limpos e sustentáveis. Segundo a companhia, as parcerias estão alinhadas à estratégia de construir uma cadeia europeia de baterias competitiva em custos, sustentável e com baixas emissões de CO₂.

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