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Pequenos restaurantes geram mais empregos e reduzem risco de falência no Piauí

Estudo da Fipe aponta que negócios conectados à plataforma contratam mais, pagam salários maiores e apresentam maior sobrevivência; Nordeste avança e Piauí registra forte expansão econômica

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  • Restaurantes no iFood geram 7% mais empregos e salários 9% maiores, segundo pesquisa da Fipe.
  • Pequenos negócios com até cinco funcionários têm crescimento de 50% em empregos e 15% em salários.
  • O Nordeste amplia participação no impacto econômico do delivery, com destaque para o Piauí.
  • Ecossistema do delivery movimentou R$ 167 bilhões e gerou 1,18 milhão de postos de trabalho no Brasil.
  • Crédito do iFood Pago aumenta pedidos em 9% e faturamento em 4%, sem subida de preços.
Débora Gershon, diretora de Economia e Políticas Públicas do iFood | Foto: Divulgação
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A expansão do delivery vem produzindo efeitos que ultrapassam o consumo e alcançam diretamente a geração de empregos, a renda e a sobrevivência dos pequenos restaurantes. Levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), realizado com mais de 40 mil estabelecimentos, mostra que restaurantes que operam no iFood apresentam resultados superiores aos de negócios semelhantes que estão fora da plataforma. Os dados foram apresentados durante o iFood Move 2026, em São Paulo.

Na média geral, os estabelecimentos parceiros registraram 7% mais empregos e salários reais 9% maiores. Entre os pequenos negócios, com até cinco funcionários, o impacto é ainda mais expressivo: o número de empregos cresce mais de 50%, enquanto os salários reais avançam cerca de 15%. A pesquisa aponta ainda que, entre microempreendedores individuais, o risco de falência no longo prazo pode cair entre 40% e 60% após a entrada na plataforma.

Para Débora Gershon, diretora de Economia e Políticas Públicas do iFood, os resultados mostram que o impacto econômico se espalha para além do restaurante. “Quem entra no iFood contrata mais, paga melhor e dura mais, sobrevive mais”, afirmou. Segundo ela, o efeito é especialmente significativo entre os empreendimentos de menor porte. “Nos pequenos negócios, esse efeito é infinitamente maior. São 50% mais empregos gerados comparativamente com quem está fora”, destacou.

O levantamento também identificou ganhos diferentes entre as funções dentro dos restaurantes. Na cozinha, o salário real cresceu 14%, acompanhado de alta de 9% no emprego. No setor administrativo, o avanço salarial chegou a 12%, enquanto trabalhadores do salão tiveram crescimento real de 9% nos rendimentos.

Nordeste amplia participação

Os dados da Fipe mostram ainda uma descentralização do impacto econômico do ecossistema de delivery no Brasil. Segundo Débora, embora o Sudeste continue concentrando a maior movimentação financeira em valores absolutos, outras regiões vêm ampliando sua participação de maneira consistente.

“O Nordeste tem um crescimento muito consistente também de movimentação econômica produzida por essa cadeia de valor”, afirmou a executiva. Ela ressaltou que o processo de expansão regional não é pontual, mas faz parte de uma tendência observada há pelo menos dois anos.

Para Débora, a interiorização da atividade representa também um movimento de descentralização econômica. “Cada vez mais a gente desconcentra esse nosso efeito no país. Estamos falando de desenvolvimento nacional, de descentralização do desenvolvimento”, explicou.

Piauí se destaca pelo ritmo de crescimento

Dentro do Nordeste, o Piauí aparece entre os estados com maior avanço proporcional. Débora classificou o crescimento registrado no estado como “bastante estrondoso”, destacando também a Bahia entre os mercados nordestinos de expansão consistente.

O resultado reforça dados apresentados pela empresa durante o iFood Move. Em 2025, o ecossistema movimentou cerca de R$ 400 milhões no Piauí, valor equivalente a aproximadamente 0,40% do PIB estadual. Para 2026, a expectativa anunciada pela companhia é alcançar cerca de R$ 550 milhões movimentados, avanço próximo de 30%.

A expansão também se reflete no mercado de trabalho. Os dados divulgados pela companhia apontam mais de 10 mil postos de trabalho diretos e indiretos associados à cadeia produtiva no estado.

Débora ressalta que o conceito de posto de trabalho utilizado pela Fipe corresponde a uma jornada equivalente a oito horas diárias, o que significa que o número efetivo de pessoas impactadas pode ser ainda maior. “O número de pessoas ocupadas, impactadas por essa nossa cadeia de valor, é ainda maior”, explicou.

Case piauiense: HAMBURGUERIA triplica vendas e acelera expansão em Teresina

Uma haburqueria, criada em Teresina em 2020, é um exemplo local de como a digitalização do consumo passou a influenciar diretamente a expansão dos pequenos restaurantes. Segundo o empresário Milcíades Pereira, a pandemia marcou uma virada para o negócio, que encontrou no delivery uma nova escala de crescimento. “Com o fechamento do comércio durante a pandemia, a plataforma tornou-se o divisor de águas do nosso negócio”, afirma. A partir da análise da base de clientes e da mudança da operação para uma região de maior poder aquisitivo, as vendas triplicaram e o iFood passou a representar cerca de 90% da operação.

Milcíades Pereira durante participação do iFood Move 2026 

O avanço continuou com a abertura de unidades em outras áreas de Teresina, como a Zona Sul e o bairro Morros, além do uso de ferramentas voltadas à aquisição de novos consumidores. Com o iFood Ads, a taxa de aquisição de clientes saiu de 8% para quase 30%. Mais recentemente, a migração para a logística da plataforma reduziu o tempo médio de entrega de 24 para 16 minutos. Para Milcíades, o crescimento depende cada vez mais do uso inteligente de dados e tecnologia. “Em última análise, o sucesso depende da capacidade do restaurante em utilizar essas ferramentas estratégicas de forma inteligente”, resume.

R$ 167 BILHÕES MOVIMENTADOS NO PAÍS

Em escala nacional, o estudo estima que o ecossistema ligado à plataforma movimentou cerca de R$ 167 bilhões na economia brasileira, considerando efeitos diretos, indiretos e de renda. Essa atividade está associada a aproximadamente 1,18 milhão de postos de trabalho.

“Esse conjunto de efeitos iniciais, diretos, indiretos e induzidos é o que a Fipe considera para chegar a esse número de R$ 167 bilhões movimentados nacionalmente”, explicou Débora.

O levantamento indica ainda que os restaurantes presentes na plataforma cresceram, entre 2023 e 2024, 2,3 vezes mais que a média do segmento no Brasil, na comparação com dados do IBGE.

CRÉDITO TAMBÉM IMPULSIONA PEQUENOS NEGÓCIOS

Outro fator apontado pela pesquisa é o acesso a financiamento. Restaurantes que utilizaram linhas do iFood Pago tiveram aumento médio de 9% no volume de pedidos e de 4% no faturamento, sem elevação correspondente no preço cobrado dos consumidores.

O crédito é utilizado principalmente como capital de giro ou para investimentos capazes de ampliar a capacidade dos estabelecimentos, como compra de equipamentos, expansão do salão e abertura de novas unidades.

Para a companhia, o resultado reforça uma relação direta entre crescimento da plataforma e desenvolvimento dos pequenos empreendedores. No Nordeste e especialmente no Piauí, onde a movimentação econômica apresenta ritmo acelerado , os dados indicam que o avanço do delivery passa a ter reflexos cada vez mais relevantes sobre emprego, renda e sobrevivência dos negócios.

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