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Petrobras retoma produção de Ureia e reforça produção nacional de fertilizantes

Com R$ 76 milhões de investimentos iniciais, a retomadas das FAFENs gera mais de 5 mil empregos

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (FAFEN-SE), no município de Laranjeiras | Foto: Divulgação/Petrobras
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Fevereiro iniciou consolidando um marco histórico para a segurança alimentar e a balança comercial brasileira. Com a retomada plena das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (FAFENs) no Nordeste, a Petrobras reafirma seu papel estratégico ao impulsionar a oferta nacional de ureia, amônia e ARLA 32, reduzindo drasticamente a vulnerabilidade do país às importações.

Após as etapas de comissionamento e partida iniciadas na virada do ano, as unidades agora operam com fluxos estáveis:

  • FAFEN Sergipe (Laranjeiras): Com a produção de amônia e ureia estabilizada, a planta entrega 1.800 toneladas/dia de ureia, respondendo por 7% do consumo nacional.

  • FAFEN Bahia (Camaçari): Após concluir o comissionamento no mês passado, a unidade opera em plena carga neste mês, injetando 1.300 toneladas/dia de ureia no mercado, o equivalente a 5% da demanda brasileira. A logística é reforçada pelos Terminais Marítimos de Amônia e Ureia no Porto de Aratu (Candeias).

O impacto socioeconômico já é tangível: as plantas mobilizam hoje 1.350 empregos diretos e mais de 4.000 indiretos, reaquecendo a economia industrial da região com investimentos que superam os R$ 76 milhões em modernização inicial.

Petrobras impulsiona produção de ureia com FAFENs reativadas

Meta: 20% da Demanda Nacional

A integração das unidades nordestinas com a Araucária Nitrogenados S.A (ANSA), no Paraná, altera a dinâmica do setor. Juntas, as três fábricas da Petrobras passam a suprir 20% de toda a demanda de ureia do Brasil.

“Estamos pavimentando o caminho para que a produção nacional alcance 35% nos próximos anos, impulsionada pela nova planta em construção no Mato Grosso do Sul”, projeta o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França.

Insumos Estratégicos e Sustentabilidade

A retomada não beneficia apenas o fertilizante para o solo. A produção atende a frentes diversificadas:

  1. Agronegócio: Ureia fertilizante e nutrição para ruminantes.

  2. Indústria: Insumos essenciais para os setores têxtil, de tintas e papel e celulose.

  3. Meio Ambiente: Produção em escala de ARLA 32, reagente vital para o controle de emissões em veículos pesados.

Menor Dependência Externa

A estratégia da companhia utiliza o gás natural próprio como matéria-prima principal, agregando valor à cadeia do pré-sal. “Ao ampliarmos a oferta interna, mitigamos os riscos de flutuações internacionais e garantimos que o agronegócio, motor da nossa economia, tenha acesso a insumos produzidos em solo brasileiro”, enfatiza o diretor William França.

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