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Petrobras sobe preço do querosene de aviação em 18% a partir desta sexta (1º)

Aumento de R$ 1 por litro reflete bloqueio no Estreito de Ormuz; estatal oferece parcelamento para reduzir impacto em tarifas aéreas

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  • A Petrobras aumenta em 18% o preço médio de venda do querosene de aviação para distribuidoras a partir desta sexta-feira (1°).
  • O reajuste é atribuído a um "contexto excepcional causado por questões geopolíticas" no Oriente Médio, que pressiona as cotações do petróleo.
  • A Petrobras manterá a possibilidade de parcelamento de parte do reajuste em até seis vezes para mitigar os efeitos no setor de aviação brasileiro.
  • O aumento do QAV ocorre dentro da política mensal de ajustes da estatal, prevista em contratos com distribuidoras.
Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/ Fernando Frazão/Agência Brasil
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A Petrobras anunciou que elevará em 18% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras a partir desta sexta-feira (1º). O reajuste representa um acréscimo de aproximadamente R$ 1 por litro em relação ao valor praticado no mês anterior e ocorre em meio a um cenário de instabilidade no mercado internacional de energia.

Em comunicado oficial, a estatal atribuiu o aumento a um “contexto excepcional causado por questões geopolíticas”, em referência à escalada de tensões no Oriente Médio, que vem pressionando as cotações do petróleo nas últimas semanas.

Pressão externa

O encarecimento do combustível está diretamente ligado ao conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, iniciado no fim de fevereiro. Os ataques à infraestrutura iraniana e as respostas militares subsequentes provocaram o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de energia.

A interrupção parcial do fluxo na região afetou cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito, gerando um efeito imediato de alta nos preços internacionais. Como o QAV segue a lógica do mercado global de combustíveis, o impacto chega rapidamente ao Brasil.

AReajuste da Petrobras pressiona custos das companhias aéreas em meio à crise internacional do petróleo (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil) 

Estratégia para amortecer impactos

Diante do potencial impacto sobre companhias aéreas e consumidores, a Petrobras informou que manterá a possibilidade de parcelamento de parte do reajuste em até seis vezes. Nesse modelo, a primeira parcela só será cobrada a partir de julho de 2026.

Segundo a empresa, a medida busca “preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro”, evitando repasses abruptos que poderiam afetar tarifas aéreas e a operação das companhias.

O aumento do QAV ocorre dentro da política mensal de ajustes da estatal, prevista em contratos com distribuidoras. Ainda assim, o percentual anunciado para maio se destaca pela magnitude, refletindo um momento atípico no cenário internacional.

Especialistas do setor avaliam que, caso as tensões no Oriente Médio persistam e o fluxo no Estreito de Ormuz continue comprometido, novos reajustes podem ocorrer nos próximos meses, ampliando a pressão sobre toda a cadeia do transporte aéreo.

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