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Petróleo cai mais de 13% após anúncio de Trump, que pausará ataques ao Irã

Decisão de Trump traz alívio, mas Israel ataca Teerã e Irã mantém ameaça ao Estreito de Ormuz

Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio | Foto: Reprodução/ Reuters
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Os preços do petróleo registraram forte queda nesta segunda-feira (23), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar o adiamento de possíveis ataques contra instalações energéticas do Irã. A decisão trouxe alívio momentâneo aos mercados, que vinham reagindo com volatilidade ao agravamento do conflito no Oriente Médio.

Os contratos futuros do petróleo tipo Brent chegaram a cair mais de 13% ao longo do dia, atingindo a mínima de cerca de US$ 96 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) recuava aproximadamente 13,5%, sendo negociado a US$ 85,28 na mínima da sessão.

Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o Brent apresentava queda de 7,8%, cotado a US$ 103,41, refletindo a reação imediata dos investidores à possibilidade de redução das tensões geopolíticas.

Navios-tanque esperando serem abastecidos com petróleo próximos à ilha de Kharg, no Golfo Pérsico (Foto: Reprodução/ DEAN CONGER)

Pausa nas tensões não elimina risco de nova escalada

A movimentação no mercado ocorre em meio a um cenário de incerteza no Oriente Médio. O conflito, intensificado após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, vem provocando instabilidade global, especialmente no setor energético.

Apesar da sinalização de trégua por parte de Donald Trump, o Exército de Israel informou ter realizado novos ataques contra alvos iranianos em Teerã, indicando que o conflito segue ativo em diferentes frentes.

Ao mesmo tempo, a agência iraniana Tasnim afirmou, com base em fontes oficiais, que o Estreito de Ormuz não deve retornar às condições anteriores, o que mantém o mercado em alerta.

Nos últimos dias, a Guarda Revolucionária do Irã chegou a ameaçar o fechamento total do Estreito de Ormuz, além de possíveis ataques a instalações energéticas de Israel e estruturas ligadas aos Estados Unidos na região do Golfo.

A declaração foi uma resposta direta às falas de Donald Trump, que no sábado (21) afirmou que poderia “obliterar” usinas iranianas caso o Irã não reabrisse completamente a rota marítima dentro de 48 horas.

Especialistas avaliam que um eventual ataque às infraestruturas energéticas iranianas representaria uma escalada significativa no conflito, ampliando ainda mais os impactos sobre os mercados globais e aumentando os riscos para o abastecimento de energia no mundo.

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