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Porto Piauí faz 1ª exportação de minério; saiba tudo

Entenda o embarque de minério por transhipment, os contratos fechados e os próximos terminais do complexo de Luís Correia

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  • Primeira exportação do Porto Piauí começa com atracação do navio Konta II no berço 401, transportando 110 mil toneladas de minério de ferro.
  • Operação utiliza transhipment, permitindo navios Capesize de 200 mil toneladas, reduzindo custos e aumentando eficiência no escoamento do minério.
  • Minério de ferro será exportado pelo Piauí pela primeira vez, após sair por portos de outros estados, com economia estimada de R$ 9 milhões por navio.
  • Porto Piauí, administrado por empresa de capital misto, recebeu investimentos e autorizações para operar, com prioridade na política estadual de desenvolvimento.
  • Terminal também receberá grãos, pescado e fertilizante marinho, com parcerias para ampliar a capacidade de exportação e reduzir custos logísticos.
Navio graneleiro Konta II atracado no Porto Piauí em Luís Correia | Foto: Divulgação
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A 1ª exportação do Porto Piauí começou nesta semana com a atracação do navio graneleiro Konta II no berço 401 do Complexo Portuário de Luís Correia. A embarcação levará mais de 110 mil toneladas de minério de ferro, o 1º carregamento do produto exportado pelo estado. A operação usa o transhipment, modalidade em que navios Capesize, de 200 mil toneladas, ficam fundeados na costa e recebem a carga de graneleiros. As informações são de comunicado da Companhia Porto Piauí S.A.

O QUE É A 1ª EXPORTAÇÃO DO PORTO PIAUÍ

O embarque marca o início da fase operacional do Terminal de Minério de Ferro do Porto Piauí, localizado em Luís Correia, no litoral do Piauí. A Companhia Porto Piauí S.A., empresa de capital misto vinculada ao governo do estado e à Investe Piauí, administra o complexo. Até esta operação, o minério extraído no Piauí saía do país por portos de outros estados. Com o carregamento do Konta II, o estado passa a exportar o produto pelo próprio território. 

COMO FUNCIONA O TRANSHIPMENT NO PORTO PIAUÍ

No transhipment, o navio oceânico não atraca no cais. Ele permanece fundeado na costa e recebe a carga de graneleiros menores, que fazem o trajeto entre o berço 401 e a embarcação. O modelo permite atender navios da classe Capesize, com capacidade de 200 mil toneladas — inéditos na maior parte dos portos do Nordeste. Quanto maior o navio, menor o frete marítimo por tonelada. Essa é a lógica que levou a Lion Mining, dona da carga, a firmar contrato de longo prazo para escoar 10 milhões de toneladas de minério de ferro pelo terminal piauiense. 

ECONOMIA ESTIMADA PELA MINERADORA LION MINING

Na rota rodoviária até o porto, a Lion Mining reduz o trajeto em 200 quilômetros. A companhia estima economia de pelo menos R$ 9 milhões a cada navio exportado. Nas próximas semanas, transportadores de correia e shiploaders vão acelerar o carregamento.

INÍCIO DA OPERAÇÃO DO PORTO MARCA GESTÃO RAFAEL

O início das operações ocorre durante a gestão do governador Rafael Fonteles, que estabeleceu a conclusão da infraestrutura e a entrada em funcionamento do porto entre as prioridades da política estadual de desenvolvimento econômico. Desde o início da atual gestão, o Governo do Estado executou ações voltadas à estruturação do complexo portuário, incluindo investimentos em infraestrutura, articulação com órgãos reguladores e apoio institucional para a obtenção das autorizações necessárias ao funcionamento do terminal. O Governo do Estado também garantiu os recursos para a ampliação da profundidade do canal de acesso e para a execução das dragagens de manutenção, medidas destinadas a ampliar a capacidade operacional do complexo portuário.

GRÃOS, PESCADO E FERTILIZANTES: OS PRÓXIMOS PASSOS

O berço 401 também receberá grãos do cerrado piauiense. Acordo com a Czarnikow Brasil prevê o embarque de milho e sorgo da safrinha ainda em 2026, com contratos até 2029. As estruturas de armazenagem serão implantadas em 90 dias. O Piauí produz mais de 7 milhões de toneladas de grãos e, segundo o comunicado, os produtores pagam até 30% a mais em custo logístico nas rotas atuais. 

No terminal de contêineres, a parceria de R$ 25 milhões com a CNAGA Armazéns Alfandegados tem conclusão prevista para dezembro de 2026, com foco em cabotagem e redução de frete de até 25%. O terminal pesqueiro, que recebeu mais de R$ 30 milhões em urbanização, terá unidade de processamento de pescado com obras a iniciar em julho. A Oceana Minerals estrutura a descarga diária de fertilizante marinho, que poderá superar 1.500 toneladas por dia. 

O QUE VEM A SEGUIR NA OPERAÇÃO DO PORTO PIAUÍ

O governo do estado garantiu recursos para aprofundar o canal de acesso para 11,5 metros. No campo regulatório, a Receita Federal habilitou o porto a operar no Siscomex, a ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) concedeu autorização especial de movimentação de cargas e a Semarh emitiu a Licença de Operação. A emissão do TLO (Termo de Liberação de Operação) segue em andamento. 

1. O QUE É TRANSHIPMENT?

É a modalidade em que o navio oceânico fica fundeado na costa e recebe a carga de embarcações menores, sem atracar no cais. O modelo permite usar navios maiores e reduzir o frete marítimo por tonelada.

2. QUANDO O PORTO PIAUÍ COMEÇOU A OPERAR?

A fase operacional começou em julho de 2026, com a atracação do graneleiro Konta II no berço 401 para o 1º embarque de minério de ferro exportado pelo estado.

3. QUAIS CARGAS O PORTO PIAUÍ VAI MOVIMENTAR?

Minério de ferro, grãos (milho e sorgo), contêineres e carga geral, pescado e fertilizante marinho (Lithothamnium), em terminais em diferentes estágios de implantação.

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