SEÇÕES

Quais são as regras e os custos para morar no país mais seguro do mundo

Alimentação e moradia são os principais gastos do residente, e pesam no bolso.

Ver Resumo
  • A Islândia é o país nórdico menos populoso e lidera o Global Peace Index como mais pacífico desde 2008.
  • O sistema de saúde é público, universal e financiado por impostos, com cobertura automática para residentes legais.
  • O custo de vida é alto, com salários elevados, mas despesas significativas em alimentação e moradia.
  • A permissão de trabalho exige contrato com empregador islandês e comprovação de não encontrar candidatos qualificados.
  • Vistos para especialistas, estudantes e nômades digitais têm requisitos específicos e limitações de permanência.
Islândia | Foto: Reprodução
Siga-nos no

Com pouco mais de 400 mil habitantes, a Islândia é o país nórdico menos populoso e mantém, desde 2008, a liderança do Global Peace Index como país mais pacífico do mundo. O país também apresenta alto nível de qualidade de vida, com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,959.

Saúde pública e cobertura universal

O sistema de saúde islandês é público, universal e financiado por impostos. O país apresenta indicadores elevados de tecnologia e expectativa de vida. Residentes legais que permanecem por mais de seis meses recebem cobertura automática do Seguro de Saúde.

Durante os primeiros seis meses de permanência, o imigrante precisa contratar seguro de saúde privado.

Custo de vida é um dos mais altos

Apesar dos salários elevados, a Islândia também está entre os países com maior custo de vida do mundo, principalmente em alimentação e moradia. O salário mínimo gira em torno de ISK 350 mil, aproximadamente R$ 15 mil, valor definido por acordos coletivos entre sindicatos e associações de empregadores.

Segundo dados ajustados pela Paridade de Poder de Compra (PPC), a média salarial é de aproximadamente US$ 5.200. O indicador considera as diferenças no custo de vida entre os países para permitir comparações internacionais.

Moradia pesa no orçamento

O mercado imobiliário de Reykjavik é considerado caro e competitivo. O aluguel de um apartamento de um quarto pode variar entre R$ 10,5 mil e R$ 13,5 mil por mês.

O país não possui trens ou metrô, e o transporte público é concentrado em ônibus operados pelo sistema Strætó. Em Reykjavik, o passe mensal custa cerca de ISK 9.300, aproximadamente R$ 400, enquanto o bilhete individual custa cerca de ISK 600, ou R$ 25.

Alimentação e restaurantes

Os gastos mensais com compras de supermercado ficam, em média, entre ISK 43 mil e ISK 62 mil, o equivalente a aproximadamente R$ 1,7 mil a R$ 2,5 mil.

Comer fora também pode representar uma despesa significativa. Na capital, almoços em cafés e bares costumam ter preços inferiores aos de jantares. Pratos tradicionais, como humarsúpa (sopa de lagosta), plokkfiskur (ensopado de peixe), pylsur (salsicha local) e kjötsúpa (sopa de cordeiro), têm preços que variam conforme o estabelecimento.

Um almoço em cafeteria ou bar custa cerca de ISK 2.500, aproximadamente R$ 100. Já um jantar completo em um restaurante tradicional pode chegar a ISK 5 mil.

Mercado de trabalho para imigrantes

Fora da União Europeia, mas integrante do Espaço Econômico Europeu (EEE), a Islândia mantém uma política migratória voltada principalmente para trabalhadores qualificados.

A Permissão de Trabalho exige um contrato com um empregador islandês antes do início do processo. A solicitação é feita pela empresa e inclui um teste de mercado, no qual o empregador precisa comprovar que não encontrou candidato qualificado na Islândia, na União Europeia ou no EEE.

O salário deve seguir os acordos coletivos do setor, com exigência de sustento mínimo de aproximadamente ISK 260 mil mensais, mais de R$ 10 mil. O processo completo pode levar entre seis e dez meses.

Vistos para especialistas, estudantes e nômades digitais

A Permissão para Especialistas Qualificados é destinada a profissionais de fora do EEE com competências consideradas escassas no mercado. Para solicitar o visto, é necessário ter diploma de ensino superior ou mais de sete anos de experiência profissional.

Estudantes estrangeiros podem trabalhar até 60% de uma jornada regular durante o curso. Após a formação, podem estender a permanência por até 18 meses para procurar emprego na área de formação. Para nômades digitais de alta renda, existe um visto de trabalho remoto válido por até 180 dias. O solicitante precisa comprovar renda mensal de pelo menos ISK 1 milhão, equivalente a mais de R$ 40 mil.

O visto para trabalho remoto, porém, não permite trabalhar para empresas islandesas e não dá acesso direto à residência permanente, que pode ser obtida após quatro anos de residência legal contínua, conforme as regras migratórias do país.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP