Tarifas dos EUA sobre carros elétricos chineses disparam 400%

Americanos afirmam que a China promove 'riscos inaceitáveis' para a segurança econômica por práticas injustas, que ajudam a inundar os mercados globais com produtos baratos.

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Empregados trabalhando em linha de montagem de carro | Sarah Meyssonnier/Reuters
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Nesta terça-feira (14), os Estados Unidos anunciaram um novo aumento nas tarifas sobre os produtos chineses relacionados à tecnologia, incluindo veículos elétricos, semicondutores, baterias, células solares, aço e alumínio. A justificativa é que, segundo os americanos, a China promove “riscos inaceitáveis” à segurança econômica por conta do que consideram práticas injustas de concorrência, que deixam os produtos chineses mais baratos que a média e roubam fatias dos mercados globais.

OUTRO LADO: A China imediatamente prometeu retaliação. O Ministério do Comércio chinês disse que o país se opõe aos aumentos tarifários dos EUA, e que tomará medidas para defender os seus interesses. Em 2023, a administração do ex-presidente Donald Trump introduziu tarifas sobre cerca de US$ 300 bilhões, agora, o atual presidente, Joe Biden, mantém as tarifas impostas e aumenta outras.

Veja abaixo as principais mudanças:

  • Veículos elétricos passam de 25% para 100% (4 vezes mais);
  • Semicondutores passam de 25% para 50% (2 vezes mais em 2025);
  • Células solares passam de 25% para 50% (2 vezes mais);
  • Aço e alumínio passam de 0%-7,5% para 25% (mais de 3 vezes mais).

JUSTIFICATIVA DO AUMENTO: A representante comercial dos EUA, Katherine Tai, disse que as tarifas se justificam porque a China continuava a roubar propriedade intelectual dos EUA, e que as tarifas anteriores foram eficazes na redução das importações de produtos chineses enquanto aumentaram as importações de outros países.

Biden tem lutado para convencer os eleitores da eficácia das suas políticas económicas, apesar de um cenário de baixo desemprego e de crescimento económico acima da tendência. Uma pesquisa Reuters/Ipsos do mês passado mostrou que Trump tinha uma vantagem de 7 pontos percentuais sobre Biden na economia.



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