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Vale-refeição será aceito em qualquer maquininha de cartão a partir de novembro

Mudança permite uso do cartão em mais estabelecimentos, com mais concorrência e menor custo

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  • A partir desta segunda-feira (11), começa a transição do arranjo de pagamento para cartões de vale-refeição e vale-alimentação.
  • Medida afeta mais de 22 milhões de trabalhadores e faz parte das novas regras do PAT, regulamentadas em novembro de 2025.
  • A abertura do sistema permite que os beneficiários escolham onde usar o cartão sem limitações a redes exclusivas.
  • O decreto mantém o uso restrito à compra de alimentos e proíbe gastos em academias, farmácias, cursos ou planos de saúde.
Transação comercial em maquininha | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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A partir desta segunda-feira (11), começa a transição do chamado “arranjo de pagamento” para cartões de vale-refeição e vale-alimentação. A medida prepara o sistema para que, em novembro, qualquer cartão seja aceito em qualquer maquininha do país.

A mudança afeta mais de 22 milhões de trabalhadores e faz parte das novas regras do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), regulamentadas em novembro de 2025.

O que muda para o trabalhador

Com a abertura do sistema, os beneficiários terão mais liberdade para escolher onde usar o cartão, sem ficarem limitados a redes exclusivas. “Fora dos grandes centros, essa mudança será ainda mais perceptível”, afirma Ademar Bandeira, CFO da Flash.

O decreto mantém o uso restrito à compra de alimentos, proibindo gastos em academias, farmácias, cursos ou planos de saúde.

Trabalhadora utiliza cartão de vale refeição | Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR

Como funciona hoje

Atualmente, cada operadora concentra quase todas as etapas do cartão: emissão, credenciamento de estabelecimentos, processamento e liquidação. Isso cria redes fechadas, nas quais os trabalhadores só podem usar os cartões em estabelecimentos integrados à mesma operadora.

O que muda com a abertura

Com o arranjo aberto:

  • A emissão do cartão, a captura do pagamento, o processamento e a liquidação podem ser feitos por empresas diferentes;
  • Novos fornecedores podem entrar no mercado, aumentando a concorrência;
  • Reduzem-se custos operacionais e taxas para estabelecimentos;
  • O sistema se torna mais eficiente e integrado, permitindo que qualquer cartão funcione em qualquer maquininha.

A interoperabilidade, prevista para novembro de 2026, permitirá que todos os cartões do programa sejam aceitos em qualquer equipamento, independentemente da bandeira ou da operadora. Para chegar a esse estágio, é essencial que o arranjo seja aberto, permitindo que diferentes empresas “conversem” entre si.

Outras mudanças importantes

  • Taxa máxima para estabelecimentos: 3,6%;
  • Tarifa de intercâmbio limitada a 2%, sem cobranças adicionais;
  • Repasse financeiro aos comerciantes em até 15 dias;
  • Sistemas com mais de 500 mil trabalhadores devem abrir o arranjo a partir de 11 de maio de 2026;
  • Proibição de práticas comerciais abusivas, como deságios e benefícios indiretos não relacionados à alimentação. 
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