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Virada no mercado: dólar a R$ 5 e bolsa em alta refletem novo momento do Brasil

Mercados reagem a dados do IPCA e às incertezas sobre cessar-fogo no Oriente Médio

Dólar cai a R$ 5 e Ibovespa bate 197 mil pontos | Fotos: Dado Ruvic/ Reuters // Reprodução
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O dólar operava em queda de 0,83% nesta sexta-feira (10), refletindo a combinação de fatores internos e externos. Por volta das 13h30, a moeda americana recuava 0,69%, cotada a R$ 5,0275. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,0068, o menor patamar em cerca de dois anos.

Na véspera, o dólar já havia fechado em baixa de 0,78%, a R$ 5,0629. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,65%, aos 196.402 pontos. Durante a sessão, atingiu a máxima de 197.554 pontos.

Notas de dólar - Foto: Dado Ruvic/ Reuters

Inflação no Brasil

No cenário doméstico, o destaque foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pelo IBGE. O indicador subiu 0,88% em março e acumula alta de 4,14% em 12 meses.

O resultado veio acima das expectativas do mercado, que projetavam avanço de 0,7% no mês e inflação de 4% no acumulado anual. Em março de 2025, o índice havia registrado alta de 0,56%. A causa desse cenário é marcada, principalmente, pelos conflitos no Oriente Médio.

Apesar da surpresa, a inflação segue dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que prevê centro de 3% e teto de 4,5% para 2026.

Entre os grupos pesquisados, Transportes foi o principal responsável pela pressão inflacionária, com alta de 1,64%, puxada pelo aumento de 4,59% nos combustíveis.

Economia brasileira sofreu impacto da crise do Petróleo, causado pelo fechamento de Ormuz - Foto: Reprodução

Cenário externo e petróleo

No exterior, investidores acompanham a evolução do cenário no Oriente Médio. Estados Unidos e Irã se preparam para iniciar negociações de paz após um cessar-fogo anunciado nesta semana.

O acordo prevê uma pausa temporária nos ataques de EUA e Israel, em troca do compromisso do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz.

Apesar disso, a trégua tem se mostrado instável, com relatos de violações e a manutenção de um fechamento “de facto” da rota, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Com o risco geopolítico ainda presente, os preços da commodity seguem em alta. Por volta das 13h45, o barril do Brent subia 1,18%, a US$ 97,05, enquanto o WTI avançava 0,86%, para US$ 98,74.

Barris de petróleo - Foto: Reprodução/Reuters

Indicadores nos EUA

Nos Estados Unidos, investidores também monitoram dados econômicos. O índice de preços ao consumidor subiu 0,9% em março, após alta de 0,3% em fevereiro, acumulando avanço de 3,3% em 12 meses, em linha com as projeções.

Negociações de cessar-fogo

Mesmo com incertezas sobre a trégua, representantes de alto escalão dos Estados Unidos e do Irã devem iniciar negociações formais neste sábado (11), com mediação do Paquistão.

Do lado norte-americano, participam o vice-presidente JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o conselheiro Jared Kushner. Já o Irã será representado pelo chanceler Abbas Araghchi e pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

As conversas ocorrerão em Islamabad e começam em meio a divergências sobre o cumprimento do cessar-fogo, considerado etapa inicial para um eventual acordo mais amplo.

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