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El Niño tem 97% de chance de ser o mais forte desde 1950, diz agência dos EUA

NOAA elevou a previsão para o fenômeno a partir do fim de setembro e mantém 75% de chance de evento histórico

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  • NOAA eleva probabilidade de El Niño atingir intensidade muito forte para 97% a partir de setembro de 2026.
  • Temperaturas do Pacífico Equatorial devem permanecer elevadas até janeiro, caracterizando um "Super El Niño".
  • Região Niño 3.4 registra 1,8°C acima da média, já classificada como El Niño forte, com previsão de intensificação até setembro.
  • Estoque de calor no oceano pode prolongar os efeitos do fenômeno, mantendo o aquecimento por mais tempo.
  • NOAA estima 75% de chance de El Niño de 2026 ser o mais intenso desde 1950, mas não garante impactos graves em todas as regiões.
Imagem de 3 de agosto de 2026, feita com dados do satélite Sentinel-6 Michael Freilich, mostra mudanças no nível do Oceano Pacífico associadas ao El Niño. | Foto: Sentinel-6 Michael Freilich
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A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 97% a probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte a partir do fim de setembro de 2026. A atualização divulgada nesta quinta-feira (10) também aponta 93% de chance de as temperaturas do Oceano Pacífico Equatorial permanecerem muito elevadas até janeiro, cenário que vem sendo chamado de “Super El Niño”. A agência mantém ainda 75% de probabilidade de que o fenômeno entre outubro e dezembro seja o mais intenso entre os episódios registrados desde 1950.

Fenômeno deve continuar se fortalecendo

Segundo a NOAA, o El Niño continuará se intensificando até o fim do ano. Atualmente, a região Niño 3.4, uma das principais áreas utilizadas para acompanhar o fenômeno, registra temperatura 1,8°C acima da média, patamar que já corresponde à categoria de El Niño forte.

Para ser classificado como muito forte, o aquecimento da superfície do Pacífico Equatorial precisa superar 2°C acima da média. A previsão é que o fenômeno alcance esse nível a partir do início da primavera, no fim de setembro.

Além do aquecimento na superfície, a NOAA identificou que, abaixo dela, há uma grande quantidade de água quente, com temperaturas mais de 10°C acima da média em algumas áreas. Esse estoque de calor pode contribuir para manter o oceano aquecido por mais tempo e prolongar os efeitos do fenômeno.

Chance de evento histórico

A agência norte-americana mantém em 75% a probabilidade de que o El Niño registrado entre outubro e dezembro de 2026 supere a intensidade dos eventos anteriores observados desde 1950.

A NOAA, porém, ressalta que uma previsão de intensidade elevada não significa que todos os impactos associados ao fenômeno necessariamente ocorrerão, nem que os efeitos serão obrigatoriamente mais graves em todas as regiões.

O episódio atual começou em junho e é caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Pacífico Equatorial. A La Niña representa a fase oposta, marcada pelo resfriamento dessas águas.

Impactos já são registrados

O fenômeno já está associado a alterações no clima em diferentes partes do planeta. A Indonésia enfrenta seca severa, que favorece incêndios florestais, enquanto regiões do Brasil registraram episódios de chuvas intensas e inundações.

No Rio Grande do Sul, fortes chuvas atingiram 33 municípios no fim de agosto e deixaram duas pessoas mortas. Em julho, tempestades provocaram o deslocamento de milhares de pessoas na região do Vale do Taquari.

O El Niño também afetou o funcionamento do Canal do Panamá, que reduziu o fluxo de embarcações diante da diminuição dos níveis de água dos lagos utilizados para a operação.

Quando o fenômeno deve perder força

Apesar da previsão de intensificação até o fim de 2026, a NOAA indica que o El Niño deve começar a perder força no início do outono de 2027.

A agência estima 55% de probabilidade de que as temperaturas retornem ao patamar de neutralidade no trimestre iniciado em abril de 2027.

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