- Ministro da Educação apresenta dados do Enem 2026 ao presidente Lula em Brasília.
- Operação envolve mais de 596 mil pessoas e 184 mil salas de aula em 1.901 municípios.
- Enem 2026 inclui 2.676 veículos e 26 embarcações para transporte das provas.
- Candidatos afetados por condições climáticas terão segunda aplicação em dezembro.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) os números da operação de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, na manhã deste domingo (8), na sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em Brasília (DF).
Durante a apresentação, o ministro destacou a complexidade da logística para garantir que as provas sejam aplicadas simultaneamente em todo o país, a partir das 13h. Segundo ele, às 11h09, 74% dos exames já haviam sido entregues aos locais de aplicação.
Nesta edição, o Enem conta com mais de 184 mil salas de aula, distribuídas em 14.868 locais de prova e 1.901 municípios. De acordo com Barchini, é a primeira vez que o exame alcança mais de 1.900 municípios.
Quase 600 mil pessoas trabalham na aplicação do exame
O ministro ressaltou a dimensão da operação e informou que 596.812 pessoas estão envolvidas na realização do Enem 2026. A equipe é formada por 15 mil coordenadores, 184 mil chefes de sala, 196 mil aplicadores de prova, 56 mil fiscais volantes e 46 mil profissionais de apoio, além de funcionários dos Correios, porteiros e vigilantes.
A logística também envolve 2.676 veículos de distribuição, 3.154 veículos de escolta e 26 embarcações, utilizadas para transportar os exames até localidades onde o acesso ocorre por meio de balsas.
“O Enem é uma das operações mais complexas do mundo”, afirmou Barchini, que também agradeceu às polícias e às Forças Armadas pelo trabalho de segurança durante a aplicação das provas.
Ministro destaca impacto do ensino superior na renda e no emprego
Durante a apresentação, Barchini também ressaltou os benefícios da formação universitária para a vida profissional dos brasileiros.
Segundo os dados apresentados pelo ministro, pessoas com ensino superior recebem, em média, salários 2,5 vezes maiores do que aquelas sem essa formação. A taxa de desemprego entre quem possui diploma universitário é de 2,7%, metade da registrada entre pessoas sem ensino superior.
O ministro também destacou o crescimento da quantidade de brasileiros com formação universitária no mercado de trabalho. No início do século 21, eram cerca de 5 milhões de pessoas com ensino superior. Atualmente, esse número chegou a 25 milhões.
Enem ampliou o acesso às universidades públicas
Barchini afirmou que a criação do Enem como mecanismo de ingresso no ensino superior transformou o acesso às universidades brasileiras. Antes da utilização da nota do exame nos processos seletivos, os estudantes precisavam se inscrever em vestibulares de diferentes instituições, pagar taxas e arcar com despesas de transporte para realizar provas em outras cidades.
Segundo o ministro, a mudança também contribuiu para ampliar a presença de estudantes de escolas públicas nas universidades federais. Há cerca de 20 anos, aproximadamente um terço dos estudantes dessas instituições vinha da rede pública. Atualmente, esse percentual chega a quase 70%, conforme os dados apresentados por Barchini.
Estudantes afetados por problemas climáticos terão nova aplicação
Ao final da apresentação, o ministro informou que os candidatos que não conseguirem chegar aos locais de prova neste domingo (8) devido a problemas relacionados às condições climáticas poderão participar de uma segunda aplicação do exame.
Segundo Barchini, o Inep está acompanhando as situações e prevê uma nova data em dezembro para os estudantes que forem impedidos de realizar a prova por questões meteorológicas.
“Todas as questões climáticas estão sendo observadas pelo Inep. Para aqueles que não conseguirem chegar por motivos climáticos, teremos uma segunda aplicação no mês de dezembro”, declarou.