O Exército da Colômbia resgatou 39 pessoas que haviam sido sequestradas por integrantes do Exército de Libertação Nacional (ELN) na região de Chocó, no oeste do país. A informação foi confirmada pelo comandante das Forças Armadas colombianas, general Hugo Alejandro López Barreto.
Durante a operação de resgate, dois militares morreram após confronto com os guerrilheiros. As vítimas foram identificadas como Elibert Ducuara Mosquera e Jean Carlos Vallejo.
Em comunicado publicado na rede social X, o general informou que os reféns foram retirados da área em segurança e levados de helicóptero para as instalações da Brigada Nº 15, na cidade de Quibdó.
“Graças à rápida e decidida ação do Exército da Colômbia, nosso 39 compatriotas recuperaram sua liberdade e foram transferidos de helicóptero até as instalação da Brigada Nº 15, em Quibdó, Chocó”, disse López Barreto em um comunicado divulgado na rede social X.
Mais cedo, autoridades colombianas haviam denunciado o sequestro do grupo de civis pelo ELN, organização guerrilheira que segue em atividade no país. Diferentemente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o grupo não aderiu ao acordo de paz firmado com o governo colombiano em 2016.
Segundo estimativas, o ELN reúne cerca de 6 mil combatentes e mantém forte presença em regiões do nordeste e do sudoeste da Colômbia.
Nos últimos meses, confrontos entre o ELN e dissidências das FARC têm intensificado a violência em diversas áreas do país, especialmente em regiões de fronteira e em locais estratégicos pela riqueza mineral.
O novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou ainda durante a campanha que pretende intensificar o combate às guerrilhas que continuam em atuação no território colombiano, entre elas o ELN.
Já o presidente Gustavo Petro, que está nos últimos dias de seu mandato, tentou negociar um acordo de paz com o grupo, nos moldes do firmado com as FARC em 2016. As negociações, no entanto, não avançaram.