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Fake News: vacina da gripe não aumenta risco da doença, alerta Ministério da Saúde

Ministério reforça que imunizante não causa gripe e destaca eficácia na prevenção de casos graves e mortes

Ministério desmente fake news e reforça que vacina da gripe é segura | Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL
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O Ministério da Saúde alertou, nesta quarta-feira (1º), para a circulação de novas informações falsas nas redes sociais sobre vacinas. Desta vez, o alvo da desinformação é a vacina contra a gripe.

Segundo a pasta, publicações afirmam que o imunizante aumentaria o risco de contrair a doença, o que foi classificado como falso. Em nota, o ministério rebateu:

Publicações afirmam, sem qualquer base científica, que o imunizante aumentaria o risco de contrair a própria gripe. A informação é falsa.

Vacina tem eficácia comprovada

O ministério destacou que a vacina contra a gripe produzida no Brasil pelo Instituto Butantan possui eficácia comprovada na prevenção de hospitalizações e mortes, especialmente entre grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas e idosos.

A dose ofertada pelo Sistema Único de Saúde é a Influenza trivalente, indicada para evitar complicações, internações e óbitos causados pelo vírus.

O imunizante é recomendado pelo Ministério da Saúde, pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e segue as orientações internacionais. Tanto a OMS quanto a agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), recomendam o uso de vacinas trivalentes.

Por que a vacina não causa gripe?

De acordo com o ministério, a vacina é produzida com vírus inativados, fragmentados e purificados, o que impede que cause a doença.

A pasta explica que a confusão ocorre porque o vírus influenza circula com mais intensidade no outono e inverno, período em que também aumentam outras infecções respiratórias, como covid-19 e vírus sincicial respiratório.

Assim, pessoas vacinadas podem apresentar sintomas semelhantes aos da gripe ao contrair outros vírus, gerando a falsa impressão de falha da vacina.

Na prática, ressalta o ministério, a imunização reduz significativamente o risco de formas graves, internações e mortes.

Vacina em Teresina - Foto: Reprodução/Câmara de Fortaleza

Campanha de vacinação

A campanha nacional de vacinação contra a influenza teve início no último sábado (28) e segue até 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

Em Teresina, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) também iniciou a mobilização, com estratégias que incluem dois “Dias D”: um na zona urbana, já realizado, e outro previsto para a zona rural em 11 de abril.

Desde 30 de março, a vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde da capital, além de um posto fixo no Teresina Shopping.

Podem se vacinar grupos prioritários como idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, profissionais da saúde, professores e pessoas com comorbidades, entre outros.

Segundo o ministério, mais de 2,3 milhões de doses já foram distribuídas em todo o país desde o início da mobilização. A pasta reforça que a vacinação anual é necessária porque a composição do imunizante é atualizada a cada ano, conforme orientações da OMS, para acompanhar as variantes mais circulantes.

Monitoramento de variantes no país

O ministério informou ainda que intensificou a vigilância da Influenza A (H3N2), especialmente do subclado K, registrado com maior frequência em países como Estados Unidos e Canadá.

No Brasil, até o momento, foram identificados quatro casos dessa variante. As análises foram realizadas por instituições como a Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Adolfo Lutz. A vigilância inclui monitoramento contínuo de casos, diagnóstico precoce e investigação de situações atípicas.

Por fim, o ministério reforçou que a vacina contra a gripe não aumenta o risco da doença e é uma ferramenta essencial para salvar vidas.

A orientação é que a população busque informações em fontes oficiais, como o Ministério da Saúde e a OMS, antes de compartilhar conteúdos nas redes sociais e evite disseminar desinformação.

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