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Fogo assusta o Distrito Federal e umidade do ar cai a 7%, a mais baixa da história

A região está enfrentando um período prolongado de seca, com a última chuva registrada no Distrito Federal ocorrendo em 23 de abril.

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Fogo de grandes proporções desde as 10h com três focos principais ativos. Condições climáticas adversas (calor, seca, vento), equipamentos básicos usados pelos bombeiros e suspeita de crime. Cerca de 1.200 hectares afetados, parque fechado ao público e incêndio ainda fora de controle na noite de terça-feira.
Tempo será de baixa umidade e céu ensolarado durante toda a semana | (crédito: Ed Alves/CB)
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A Floresta Nacional de Brasília (Flona) está enfrentando um incêndio de grandes proporções desde as 10 horas de hoje (03). O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que há três focos principais em chamas na área.

O QUE ACONTECEU

Um denso paredão de fumaça é visível de longa distância, e o parque foi fechado ao público. A região está enfrentando um período prolongado de seca, com a última chuva registrada no Distrito Federal ocorrendo em 23 de abril. 

Nesta terça-feira, a umidade relativa do ar caiu para 7% na região do Gama às 16h, marcando o dia mais seco já registrado no DF, de acordo com o Inmet. A umidade mais baixa anteriormente registrada foi de 8% em setembro de 2011, embora o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) tenha registrado umidade de 7% em agosto de 2010.BA Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um índice de umidade do ar de 60%.

DIFICULDADE DE CONTRALAR AS CHAMAS

Até as 19h desta terça-feira, os bombeiros ainda não haviam conseguido controlar o incêndio. A situação é complicada pela alta temperatura, clima seco, vento e chamas intensas. A suspeita é de que o incêndio possa ter sido criminoso, já que três pessoas foram vistas na área. Até o final da tarde, cerca de 1.200 hectares haviam sido afetados.

Os bombeiros estão utilizando equipamentos básicos para combater o fogo, como bombas costais de 20 litros, abafadores e sopradores. Os helicópteros do Corpo de Bombeiros não estão em operação no combate ao incêndio devido à manutenção e à falta de pilotos disponíveis. Além disso, a dificuldade de acesso ao local impede o uso de viaturas de água próximas às chamas. O incêndio continua fora de controle na noite desta terça-feira (3).

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