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Governo confirma proposta de gasolina com 32% de etanol; especialistas alertam para cuidados

Mudança ainda depende de aprovação técnica e pode afetar modelos antigos e importados

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  • O governo federal propôs aumento do etanol na gasolina para 32%.
  • A mudança busca reduzir emissões de poluentes e diminuir dependência de combustíveis fósseis importados.
  • Especialistas alertam que veículos antigos podem sofrer problemas com a nova mistura de etanol.
  • Carros flex não precisarão de adaptações, mas motoristas podem perceber aumento no consumo de combustível.
Carro abastecendo | Foto: Freepik/Divulgação
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Menos de um ano após elevar de 27% para 30% a mistura de etanol anidro na gasolina, o governo federal confirmou uma nova proposta para aumentar o percentual do biocombustível para 32%. A medida ainda depende de aprovação técnica antes de entrar em vigor.

Segundo o governo, a mudança busca reduzir as emissões de poluentes, diminuir a dependência de combustíveis fósseis importados e elevar a octanagem da gasolina, melhorando a resistência à detonação do combustível. Apesar disso, especialistas alertam para possíveis impactos em determinados tipos de veículos.

Governo propõe aumento do etanol

Com a nova proposta, a gasolina comum e a aditivada passariam a contar com 32% de etanol anidro na composição. Atualmente, o percentual é de 30%. Caso aprovada, a alteração também elevará a octanagem da gasolina de 93 para 94 RON.

A proposta será apresentada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Somente após análise técnica o aumento poderá ser oficializado pelo governo federal.

Trânsito de veículos em São Paulo | Foto: Felipe Rau/Estadão 

Quais veículos exigem mais atenção

Especialistas afirmam que carros flex não devem precisar de adaptações para utilizar a nova mistura. No entanto, motoristas podem perceber aumento no consumo de combustível, já que o etanol possui rendimento inferior ao da gasolina.

A principal preocupação envolve veículos importados, esportivos e modelos antigos, especialmente os que não foram desenvolvidos para operar com altas proporções de etanol. Em muitos casos, esses automóveis foram originalmente projetados para gasolina praticamente pura e apenas adaptados ao mercado brasileiro.

Segundo especialistas, deixar o combustível parado por muito tempo no tanque pode aumentar riscos de corrosão e desgaste em componentes do motor. Por isso, a recomendação é evitar longos períodos sem uso do veículo ou optar pela gasolina premium, que possui menor percentual de etanol na composição.

Testes e impactos nos carros antigos

A nova fórmula já passou por testes realizados pelo Instituto Mauá em veículos fabricados entre 1994 e 2024. A tendência é que os estudos sejam refeitos caso o percentual de 32% seja aprovado oficialmente.

Grande parte dos testes ocorreu em veículos com injeção eletrônica, desenvolvidos já considerando a presença de etanol na gasolina. Em contrapartida, modelos mais antigos, especialmente fabricados antes da década de 1980, tendem a apresentar maior sensibilidade à nova mistura.

Especialistas alertam que esses veículos podem sofrer problemas em componentes como carburador, sistema de admissão e injetores. Nesses casos, o uso de gasolina premium e o abastecimento em pequenas quantidades aparecem entre as principais recomendações para reduzir possíveis danos.

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