- A apresentadora egípcia Sarah Khalifa foi condenada à morte por tráfico de drogas sintéticas em tribunal do Cairo.
- Outras 11 pessoas receberam sentença de morte, enquanto nove foram condenados à prisão perpétua.
- Grupo acusado de formar organização criminosa e comercializar drogas sintéticas, além de manter armas.
- Sarah nega as acusações e tem direito a recorrer da sentença nas instâncias superiores da Justiça.
- Condenação ainda pode ser contestada, após consulta ao Grande Mufti do Egito.
A apresentadora de televisão egípcia Sarah Khalifa, de 39 anos, foi condenada à morte por enforcamento por um tribunal do Cairo, no Egito. A decisão foi tomada neste sábado (5), em um processo que envolve acusações de fabricação e tráfico de drogas sintéticas.
Além de Sarah, outras 11 pessoas receberam a mesma sentença. O processo reúne 28 acusados. Nove deles foram condenados à prisão perpétua, enquanto outros sete foram absolvidos.
Segundo a acusação, o grupo formava uma organização criminosa responsável por obter materiais utilizados na produção de entorpecentes sintéticos e posteriormente comercializá-los. Os envolvidos também foram acusados de manter armas de fogo e munições sem autorização.
Durante as investigações, as autoridades apreenderam mais de 750 quilos de drogas e materiais que seriam utilizados na fabricação dos entorpecentes. Dois apartamentos também teriam sido usados como locais de produção.
Quem é Sarah Khalifa
Sarah Khalifa ganhou notoriedade no Egito como apresentadora do programa "Mission Impossible", atração voltada para temas relacionados à segurança e à criminalidade.
Além da carreira na televisão, ela é proprietária de uma clínica de cirurgia estética e de uma empresa voltada para a organização de eventos. A apresentadora também possui mais de dois milhões de seguidores nas redes sociais.
Sarah, que foi presa em abril de 2025 durante as investigações, nega as acusações. Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, ela afirmou durante o processo que nunca havia usado drogas e declarou ser inocente.
Pena ainda pode ser contestada
Antes da confirmação da sentença, o tribunal consultou o Grande Mufti do Egito, autoridade religiosa cuja manifestação é um procedimento previsto nos casos que envolvem pena de morte. O parecer, porém, tem caráter consultivo e não obriga os magistrados a seguir a recomendação.
A condenação ainda pode ser contestada pela defesa. Sarah Khalifa e os demais condenados têm direito de recorrer da decisão às instâncias superiores da Justiça egípcia.
Em um processo separado, Sarah também foi condenada a uma pena de prisão relacionada a um caso de agressão e sequestro de um jovem. As informações sobre a duração dessa pena variam entre os relatos publicados sobre o caso.
A pena de morte é prevista no Egito para crimes considerados graves, entre eles tráfico de drogas, terrorismo e homicídio premeditado.