O número de mortos no ataque conjunto de Israel e Estados Unidos contra uma escola no sul do Irã subiu para pelo menos 40, segundo a agência estatal IRNA. Outras 45 pessoas ficaram feridas na ofensiva registrada em Minab, na província de Hormozgan.
Até o momento, nem Washington nem Tel Aviv divulgaram detalhes adicionais sobre a operação ou sobre os alvos atingidos na região.
Escalada militar
Os bombardeios fazem parte de uma ofensiva mais ampla lançada neste sábado contra diferentes pontos do território iraniano. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os ataques miraram estruturas estratégicas e fez um apelo direto à população iraniana.
“Quando terminarmos, tomem o controle do seu governo. Ele será de vocês”, declarou, sugerindo que a ofensiva pode ter como pano de fundo o enfraquecimento da atual estrutura política iraniana.
Os primeiros ataques teriam atingido o complexo residencial do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, no centro de Teerã. Não há confirmação oficial sobre sua presença no local no momento dos bombardeios. Imagens divulgadas pela imprensa internacional mostram fumaça se elevando em diferentes pontos da capital.
Retaliação e tensão regional
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o lançamento de uma “primeira onda” de drones e mísseis contra Israel. O governo israelense emitiu alerta nacional, enquanto as forças armadas afirmaram estar atuando para interceptar os projéteis.
A escalada rapidamente ultrapassou as fronteiras iranianas. O Bahrein informou que um ataque com mísseis atingiu a sede da 5ª Frota da Marinha dos EUA no país. Sirenes e explosões também foram registradas no Kuwait, onde está instalado o Comando Central do Exército norte-americano, além de relatos de detonações no Catar.
Iraque e Emirados Árabes Unidos fecharam seus espaços aéreos como medida preventiva, e sirenes soaram na Jordânia. Segundo a mídia estatal dos Emirados, estilhaços de um ataque na capital do país provocaram uma morte — a primeira fatalidade confirmada fora do eixo direto entre Irã e Israel desde o início da contraofensiva.
A comunidade internacional acompanha a crise com preocupação diante do risco de ampliação do conflito em todo o Oriente Médio.