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Brasileiros estão entre os estrangeiros que mais morreram na Ucrânia

Kiev amplia incentivos para atrair estrangeiros ao front, enquanto cresce o número de brasileiros mortos e desaparecidos no conflito contra a Rússia.

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  • Governo ucraniano intensifica recrutamento de combatentes estrangeiros, incluindo brasileiros, com novos contratos e incentivos.
  • Brasileiros integram forças ucranianas, com presença marcante em unidades lideradas por cidadãos brasileiros.
  • Levantamentos apontam Brasil como país com alto número de combatentes estrangeiros mortos na guerra, atrás dos EUA e Colômbia.
  • Ministério das Relações Exteriores informa 92 brasileiros desaparecidos e 35 mortos no conflito desde 2022.
  • Novos contratos ucranianos oferecem remuneração de até R$ 53 mil e benefícios migratórios para voluntários.
Brasileiros estão entre os estrangeiros que mais morreram na Ucrânia | Foto: Reprodução
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O governo da Ucrânia intensificou a campanha de recrutamento de combatentes estrangeiros, incluindo brasileiros, após reformular os contratos e ampliar os incentivos oferecidos aos voluntários que atuam na guerra contra a Rússia. Embora os números oficiais sejam mantidos em sigilo, autoridades ucranianas e levantamentos independentes apontam para uma presença significativa de brasileiros no conflito.

Brasileiros integram forças ucranianas

Entre os indícios dessa participação está a existência de uma companhia militar formada majoritariamente por falantes de português e liderada por brasileiros. Além disso, os canais oficiais de recrutamento da Ucrânia divulgam com frequência conteúdos em português, convidando estrangeiros, especialmente brasileiros, a integrarem as forças ucranianas.

Levantamentos não oficiais baseados em anúncios públicos colocam o Brasil entre os países com maior número de combatentes estrangeiros mortos na guerra, atrás apenas de Estados Unidos e Colômbia. O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que há 92 brasileiros desaparecidos e 35 mortos relacionados ao conflito. Segundo o órgão, o número de desaparecidos mais que dobrou desde dezembro do ano passado.

Entre os casos recentes está o de Edi Soares de Souza, morto em combate na região de Zaporíjia.

Recrutamento foi ampliado durante a guerra

A busca por voluntários estrangeiros ocorre em meio aos desafios enfrentados pelas Forças Armadas da Ucrânia após mais de quatro anos de guerra. Segundo estimativas citadas na reportagem, entre 125 mil e 150 mil soldados ucranianos morreram desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. Outros mais de 200 mil militares teriam desertado.

Poucos dias após o início da invasão, o presidente Volodimir Zelenski fez um apelo público para que estrangeiros se voluntariassem ao lado da Ucrânia.

Desde então, milhares de combatentes ingressaram na Legião Internacional da Defesa Territorial da Ucrânia. Em 2026, uma autoridade ucraniana informou que mais de 10 mil voluntários, oriundos de cerca de 75 países, já haviam atuado no conflito.

Novos contratos oferecem incentivos

O governo ucraniano reformulou recentemente os contratos destinados aos combatentes estrangeiros. As novas regras estabelecem permanência mínima de seis meses e incluem benefícios migratórios, como autorização para permanecer no país por determinado período após o fim do serviço militar.

Além disso, a remuneração pode chegar ao equivalente a cerca de R$ 53 mil por mês, conforme a função exercida e a proximidade da linha de frente.

Apesar dos novos incentivos, veteranos ouvidos pela reportagem afirmam que a realidade enfrentada pelos combatentes costuma ser diferente da imagem divulgada nas redes sociais, especialmente em relação aos riscos e às condições de atuação no conflito.

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