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Câmara da Argentina aprova lei que reduz maioridade de 16 para 14 anos

Proposta ainda precisa passar pelo Senado antes de seguir para sanção do presidente Javier Milei; debate ganhou força após crime que gerou comoção nacional

Presidente da Argentina, Javier Milei, em 7 de fevereiro de 2026 | Foto: Reprodução/ REUTERS/Francisco Loureiro
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A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou nesta quinta-feira (12) um projeto de lei que reduz a maioridade penal de 16 para 14 anos. O texto agora segue para análise do Senado e, se aprovado, será encaminhado para sanção do presidente Javier Milei.

A proposta faz parte de uma ampla reforma do Sistema de Justiça Juvenil e foi aprovada por 149 votos a 100, com apoio de partidos aliados ao governo. Parlamentares de esquerda votaram contra o texto e criticaram a mudança.

Inicialmente, Milei defendia que a idade mínima fosse reduzida para 13 anos. Diante da resistência inclusive entre aliados, o governo negociou um acordo para fixar o novo limite em 14 anos.

Comoção após crime impulsionou debate

A discussão sobre o novo Regime Penal Juvenil ganhou força após o assassinato de um adolescente na província de Santa Fé, morto por outros menores de idade. O caso provocou forte repercussão nacional e levou o governo a incluir o tema na pauta de sessões extraordinárias do Congresso, segundo o jornal Clarín.

Durante a tramitação, a oposição questionou o impacto orçamentário da proposta e cobrou detalhes sobre o financiamento da nova estrutura prevista para atender adolescentes em conflito com a lei. O governo anunciou a liberação de recursos, mas deputados afirmaram que o valor seria insuficiente para custear obras e implementar o sistema reformulado.

De acordo com o texto aprovado, adolescentes condenados deverão cumprir medidas em espaços separados dos adultos. A aplicação de pena em regime fechado ficará restrita a crimes considerados graves, como homicídio.

Em comunicado divulgado pelo Gabinete Presidencial, Milei celebrou a aprovação do projeto e agradeceu aos parlamentares que votaram a favor da proposta.

“Um cidadão de 14 anos que participa de um delito compreende a gravidade de seus atos. Sustentar o contrário é subestimar a sociedade e abandonar as vítimas”, afirmou o presidente.

O Senado argentino deve analisar o projeto no próximo dia 26 de fevereiro.

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