- Secretário-geral da Otan, Mark Rutte, reúne-se com Donald Trump na Casa Branca para reduzir tensões na aliança antes da cúpula de julho.
- Tensões crescem entre EUA e aliados europeus por divergências sobre a guerra no Irã e contribuição para segurança coletiva.
- Washington revisa posicionamento de tropas na Europa, possivelmente reduzindo efetivos e pressionando a Otan.
- Encontro entre Rutte e Trump visa evitar agravamento de conflitos e garantir consenso antes da cúpula da Otan.
- Países europeus buscam acelerar investimentos militares para reduzir dependência dos Estados Unidos.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, se reúne nesta quarta-feira (24) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em uma tentativa de reduzir tensões dentro da aliança militar ocidental antes da cúpula marcada para julho, na Turquia.
O encontro ocorre em meio a divergências sobre a guerra com o Irã, críticas norte-americanas à postura de aliados europeus e discussões sobre uma possível redução do contingente militar dos EUA no continente.
Tensões
Nos últimos meses, Trump intensificou críticas à Otan, repetindo que aliados europeus não estariam contribuindo de forma proporcional para a segurança coletiva. O tema ganhou força após declarações do secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, que afirmou que países europeus “pegam carona” na proteção oferecida pelos Estados Unidos.
Além disso, Washington anunciou uma revisão do posicionamento das tropas americanas na Europa, o que pode resultar em redução de efetivos e pressiona ainda mais a articulação interna da aliança.
Preparação para a cúpula de julho
A reunião entre Rutte e Trump faz parte da preparação para a cúpula da Otan, prevista para julho na Turquia, quando líderes da aliança devem discutir aumento de gastos militares, produção de defesa e apoio à Ucrânia.
Segundo autoridades da Otan, o objetivo do encontro é evitar um agravamento das tensões e garantir consenso mínimo entre os países-membros diante das divergências recentes.
A aliança enfrenta incertezas sobre o compromisso dos Estados Unidos com a defesa coletiva, enquanto países europeus tentam acelerar investimentos militares para reduzir dependência de Washington.