- Presidente do Chile, José Antonio Kast, enfrenta desaprovação de 60% devido à crise econômica.
- Desemprego atinge 9,6%, o maior nível em cinco anos, com aumento do custo de vida.
- Produção mineira cai 17,4% em agosto, impactando a economia e exportações.
- Lei Orçamentária 2027 prevê crescimento de 1,5% nos gastos, criticada pela oposição.
- Kast prioriza austeridade fiscal, cortando investimentos e programas públicos.
O presidente José Antonio Kast do Chile enfrenta um nível de desaprovação de 60% no país. O líder chegou ao poder ainda em março deste ano se posicionando como um candidato da direita radical e com a promessa de reativar os investimentos e ofertas de empregos.
Desde então, o desemprego atingiu um nível recorde de 9,6%, o maior já registrado em cinco anos. Já o custo de vida no país aumentou em julho para 4,1% quando comparado aos últimos 12 meses. O aumento do preço dos combustíveis também opera com um problema já que o Chile importa quase todo o petróleo que consome.
Já a mineração sofreu redução drástica. O país é o maior exportador de cobre do mundo.
QUEDA DO PIB E DA PRODUÇÃO MINEIRA
O Produto Interno Bruto (PIB) do Chile teve uma queda de 0,5% no primeiro trimestre do ano, e de 0,2% no segundo, em comparação com os mesmos períodos do ano passado.
Se tornando a maior retração da economia do Chile desde a pandemia da Covid-19. Um dado que chama a atenção é a queda na produção mineira no país, que reduziu para cerca de 17,4%, em termos anuais, em agosto deste ano.
A mineração, especialmente de cobre, é o principal produto de exportação do Chile e um dos setores mais importantes para o crescimento econômico do país.
AUSTERIDADE FISCAL
Parte do debate no Chile gira em torno da duração da desaceleração econômica e da possibilidade de seus efeitos se estenderem por um período mais longo.
Desde que assumiu o poder, Kast tem priorizado a austeridade fiscal na condução da economia. Entre as medidas adotadas estão o corte de 3% no orçamento de todos os ministérios, a redução ou o encerramento de programas classificados pelo governo como “ineficientes”, iniciativa que gerou controvérsia e a diminuição dos investimentos públicos diretos.
LEI ORÇAMENTÁRIA 2027
O Congresso chileno discute atualmente a Lei Orçamentária de 2027, que prevê um crescimento real de apenas 1,5% nos gastos públicos. A proposta é considerada austera quando comparada às políticas orçamentárias de governos anteriores.
A oposição critica o projeto e alerta para os impactos sobre dezenas de programas sociais destinados à população em situação de vulnerabilidade. Essas iniciativas, no entanto, são consideradas ineficientes pelo governo, que questiona o alcance de seus objetivos.
Nesse cenário, pesquisas apontam insatisfação de parte significativa da população com o desempenho econômico do país. A alta da inflação e o desemprego em níveis elevados agravam as dificuldades enfrentadas pelos chilenos no dia a dia.