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Ebola deixa mais de 5 mil mortos na República Democrática do Congo desde maio

De acordo com o balanço das autoridades sanitárias, 10.351 pessoas foram infectadas pelo vírus, enquanto 2.788 pacientes se recuperaram da doença.

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  • Surto de ebola na RDC já causou 5.026 mortes desde maio, segundo balanço do Ministério da Saúde.
  • 10.351 pessoas foram infectadas, com 2.788 recuperados e taxa de letalidade próxima a 50%.
  • Ituri e Kivu do Norte concentram 4.792 mortes e mais de 9,7 mil casos, segundo dados oficiais.
  • Conflitos armados e instabilidade agravam a crise sanitária e dificultam o combate ao ebola.
  • OMS afirma que um terço das mortes não recebeu assistência médica devido à violência e ao caos.
Surto de ebola | Foto: Adobe Stock
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O surto de ebola na República Democrática do Congo já provocou 5.026 mortes desde o início da epidemia, em maio deste ano. Os dados foram divulgados neste sábado (31) pelo Ministério da Saúde do país africano.

De acordo com o balanço das autoridades sanitárias, 10.351 pessoas foram infectadas pelo vírus, enquanto 2.788 pacientes se recuperaram da doença. A taxa de letalidade se aproxima de 50%, o que significa que quase metade dos casos registrados resultou em morte, segundo os números divulgados.

As províncias de Ituri e Kivu do Norte concentram a maior parte dos registros. Juntas, as duas regiões contabilizam 4.792 mortes e mais de 9,7 mil pessoas infectadas.

O ebola é uma doença infecciosa causada por vírus que podem ser transmitidos de animais para seres humanos. A infecção também pode ocorrer pelo contato direto com o sangue e outros fluidos corporais de pessoas contaminadas.

Conflitos agravam a crise sanitária

A epidemia ocorre em meio à instabilidade e aos conflitos armados que atingem a República Democrática do Congo há décadas. A violência envolve forças locais, o grupo rebelde M23 e outras milícias, em disputas relacionadas ao controle territorial e a questões étnicas.

Ruanda, país vizinho, é acusado de apoiar o M23 e de contribuir para a intensificação dos confrontos. A violência afeta especialmente regiões como Ituri e Kivu do Norte, que também estão entre as áreas mais atingidas pelo surto de ebola.

A crise de segurança dificulta o atendimento à população e amplia os desafios para conter a disseminação da doença. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de um terço das pessoas que morreram em decorrência do ebola não chegou a receber assistência médica.

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