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EUA deixam oficialmente o Acordo de Paris pela segunda vez durante governo Trump

Saída formaliza decisão anunciada no início do segundo mandato do republicano. Tratado busca conter o aquecimento global abaixo de 2 °C até o fim do século

Donald Trump | Foto: Reprodução
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Os Estados Unidos abandonaram oficialmente o Acordo de Paris nesta terça-feira (27), um ano após o presidente Donald Trump assinar a ordem executiva que deu início ao processo de retirada do país do tratado climático. Com a decisão, os EUA deixam o principal acordo internacional voltado à coordenação de ações contra as mudanças climáticas.

Em comunicado oficial, a Casa Branca afirmou que a medida segue a diretriz do governo de priorizar acordos alinhados aos interesses econômicos nacionais. Segundo o texto, o Acordo de Paris impõe custos ao país sem oferecer benefícios equivalentes.

Histórico da retirada

Esta é a segunda vez que Trump retira os Estados Unidos do pacto. Durante seu primeiro mandato, o republicano já havia anunciado a saída do acordo, sob o argumento de que ele prejudicava a economia americana e beneficiava outras nações em detrimento do país. O processo, que levou anos para ser concluído, foi revertido em 2021 pelo então presidente democrata Joe Biden, que recolocou os EUA no tratado.

Rascunho do texto final da COP 21, a Cúpula do Clima de Paris, que estabeleceu o acordo (Foto: Benoit Doppagne/Belga/AFP)

Desta vez, no entanto, a tramitação foi mais rápida. O abandono do Acordo de Paris ocorre após o governo americano anunciar, no início do mês, a saída da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, tratado aprovado pelo Senado dos EUA em 1992 e que serve de base institucional para o acordo firmado em Paris.

As duas decisões encerram a participação formal do país nos principais mecanismos multilaterais da política climática.

O que é o Acordo de Paris

O Acordo de Paris foi assinado em 2015, durante a COP21, a 21ª Conferência das Partes da ONU sobre o Clima, realizada na capital francesa. O principal objetivo do tratado é manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2 °C até o final do século, com esforços para limitar esse avanço a 1,5 °C.

O patamar de 1,5 °C é considerado pela comunidade científica como o chamado “limite seguro” das mudanças climáticas. Ultrapassá-lo aumenta significativamente os riscos de impactos severos, como eventos climáticos extremos, elevação do nível do mar e perdas ambientais irreversíveis, agravados pela emissão crescente de gases de efeito estufa decorrentes da atividade humana.

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