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EUA e Irã chegam a acordo de paz; assinatura será na Suíça, diz premiê do Paquistão

Segundo o primeiro-ministro paquistanês, operações militares serão encerradas; data da formalização ainda gera divergências

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  • Paquistão anuncia acordo de paz entre EUA e Irã.
  • Cerimônia oficial está prevista para 19 de junho na Suíça.
  • Acordo inclui cessar-fogo, reabertura do Estreito de Ormuz e desmantelamento do programa nuclear iraniano.
  • Divergências sobre os termos ainda existem entre os dois países.
Ilustração mostra bandeira dos EUA e do Irã | Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
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O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou na noite de domingo (14), madrugada de segunda-feira (15) no Oriente Médio, que Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de paz para encerrar o conflito que se arrasta há meses na região.

Em publicação na rede social X, Sharif informou que os dois países concordaram com o "encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes", incluindo o Líbano.

Segundo o premiê paquistanês, a cerimônia oficial de assinatura do tratado está prevista para ocorrer em 19 de junho, na Suíça.

Anúncio do acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia afirmado no sábado (13), por meio da rede social Truth Social, que a assinatura do acordo estava próxima. Na publicação, o republicano também disse que o Estreito de Ormuz será reaberto imediatamente após a formalização do entendimento.

A perspectiva de um acordo ganhou força nos últimos dias após declarações de autoridades dos dois países. Enquanto Trump afirmou que os negociadores haviam alcançado consenso, o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, declarou que um acordo de paz "nunca esteve tão próximo".

Donald Trump falou sobre acordo de paz com o Irã | Foto: Manoel Augusto Moreno/Getty Images // Alex Brandon/Pool via REUTERS 

O que prevê o memorando

O conteúdo oficial do acordo ainda não foi divulgado. No entanto, veículos de imprensa dos Estados Unidos e do Irã publicaram informações atribuídas a fontes dos dois governos.

Segundo a CNN Internacional, com base em fontes iranianas, o memorando prevê:

  • Novo cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes do conflito, incluindo o Líbano;
  • Reabertura imediata do Estreito de Ormuz;
  • Retorno gradual do fluxo marítimo aos níveis anteriores à guerra;
  • Flexibilização progressiva das sanções contra o Irã;
  • Compromisso iraniano de não obter armas nucleares.

Já uma fonte do governo norte-americano ouvida pela Reuters afirmou que o acordo inclui:

  • Reabertura do Estreito de Ormuz;
  • Desmantelamento do programa nuclear iraniano;
  • Manutenção do bloqueio de ativos iranianos até o cumprimento das condições previstas.

Divergências sobre os termos

A imprensa estatal iraniana, por sua vez, apresentou uma versão diferente do entendimento. Segundo a agência Mehr, Teerã não pretende abrir mão do controle sobre o Estreito de Ormuz nem do direito de enriquecer urânio.

De acordo com a publicação, o memorando deverá prever:

  • Suspensão das sanções norte-americanas;
  • Retirada de forças militares dos EUA das proximidades do Irã;
  • Fim do bloqueio naval aos portos iranianos;
  • Encerramento das hostilidades em todas as frentes da guerra.

Impasse sobre a assinatura

Apesar do anúncio feito por Sharif, ainda há divergências sobre quando o acordo será formalizado.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que a assinatura não ocorreria neste domingo e disse que ainda não há uma data definitiva para a formalização do memorando.

Segundo ele, a possibilidade de assinatura em Islamabad, capital do Paquistão, nos próximos dias não está descartada, mas qualquer previsão deve ser tratada com cautela.

Sharif afirmou ainda que o Paquistão trabalha com a expectativa de uma assinatura eletrônica nas próximas 24 horas, seguida por negociações técnicas ao longo das próximas semanas.

Trump eleva o tom contra o Irã

Na sexta-feira (12), Trump criticou reportagens da imprensa norte-americana sobre os detalhes das negociações e acusou o governo iraniano de vazar informações durante o processo.

O presidente norte-americano chegou a classificar os dirigentes iranianos como "pessoas muito desonrosas para se negociar".

Horas depois, porém, compartilhou em sua rede social uma publicação do chanceler Abbas Araqchi afirmando que um acordo entre os dois países "estava muito próximo".

Um alto funcionário do governo dos Estados Unidos ouvido pela Reuters afirmou acreditar que existe um "acordo sólido" em construção entre Washington e Teerã.

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