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EUA iniciam ofensiva 'em larga escala' contra o Estado Islâmico na Síria

Ofensiva faz parte da operação Hawkeye e é resposta a ataque em dezembro que matou três americanos em Palmira

Donald Trump | Foto: Reprodução/Instagram/realdonaldtrump
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Os Estados Unidos, em conjunto com forças aliadas, lançaram neste sábado (10) uma série de ataques “em larga escala” contra alvos do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) em diversas regiões da Síria. A ofensiva é uma nova represália ao ataque ocorrido em dezembro, que resultou na morte de três americanos em território sírio, segundo informou a agência France-Presse.

De acordo com o Comando Militar dos Estados Unidos, os bombardeios fazem parte da operação Hawkeye e tiveram como alvo posições do Estado Islâmico em todo o país. A ação foi descrita como uma “resposta direta” ao ataque realizado em 13 de dezembro contra forças dos EUA e da Síria na cidade de Palmira, no centro do país.

Ataque em Palmira motivou ofensiva

Em 13 de dezembro, dois soldados do Exército americano e um intérprete civil morreram após um ataque a um comboio conjunto de forças dos Estados Unidos e da Síria em Palmira. Outros três militares americanos ficaram feridos. Segundo o Exército dos EUA, o autor do atentado foi morto no local.

O Ministério do Interior sírio afirmou que o responsável integrava as forças de segurança do país e era suspeito de simpatizar com o Estado Islâmico.

Nos últimos meses, a coalizão liderada pelos Estados Unidos intensificou ataques aéreos e operações terrestres na Síria contra suspeitos de ligação com o grupo extremista, muitas vezes com apoio das forças de segurança sírias. Atualmente, cerca de mil militares americanos permanecem no país.

O governo sírio é liderado por uma coalizão de ex-rebeldes que derrubou Bashar al-Assad no ano passado, após mais de 13 anos de guerra civil. O grupo no poder inclui antigos integrantes do braço sírio da Al Qaeda, que romperam com a organização e passaram a combater o Estado Islâmico.

A Síria tem cooperado com a coalizão liderada pelos EUA no combate ao EI. No mês passado, os dois lados firmaram um acordo após a visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, à Casa Branca.

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