- Governo dos EUA divulgou relatório acusando Cuba de espionagem e infiltração em órgãos norte-americanos.
- Secretário de Estado, Marco Rubio, apresentou documento como parte da estratégia de pressão contra Havana.
- Relatório descreve Cuba como "capital do comunismo do século 21" e retrata ações supostas contra os EUA desde a Revolução Cubana.
- Aumento das tensões entre Washington e Havana, com novas sanções, ameaças militares e ação judicial contra ex-presidente Raúl Castro.
- Medidas visam promover mudança no governo cubano, segundo afirmação de Marco Rubio.
O governo dos Estados Unidos voltou a endurecer o discurso contra Cuba e divulgou, nesta segunda-feira (20), um relatório em que acusa o país caribenho de manter atividades de espionagem e infiltração em órgãos norte-americanos. O documento foi apresentado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, como parte da estratégia de pressão adotada por Washington contra Havana.
Filho de imigrantes cubanos e conhecido por sua posição crítica ao governo da ilha, Rubio afirma no relatório que Cuba “tem sido o principal patrocinador do esquerdismo radical” nos Estados Unidos ao longo das últimas décadas.
Com cerca de 100 páginas, o documento descreve Cuba como “a capital do comunismo do século 21” e apresenta uma retrospectiva das supostas ações promovidas pelo governo cubano contra os EUA desde a Revolução Cubana, liderada por Fidel Castro no fim da década de 1950.
Entre os trechos do relatório, o Departamento de Estado sustenta que “Há quase sete décadas, o regime cubano conduz uma campanha persistente de subversão contra os Estados Unidos. Trata-se de uma campanha que se infiltrou nos mais altos escalões do governo americano, recrutou e cultivou gerações de ativistas americanos, apoiou uma onda sem precedentes de terrorismo de esquerda em solo americano e realizou uma das mais duradouras e danosas operações de infiltração de inteligência estrangeira na história dos Estados Unidos”.
A divulgação do documento ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Havana. Desde o retorno de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, em janeiro de 2025, a administração norte-americana ampliou as medidas de pressão contra o governo cubano.
Entre as ações adotadas estão a imposição de novas sanções econômicas direcionadas a integrantes da liderança cubana, ameaças de caráter militar e uma ação judicial contra o ex-presidente Raúl Castro. O ex-líder é acusado de envolvimento em um ataque contra aeronaves norte-americanas ocorrido na década de 1990.
Segundo o governo dos EUA, o processo está relacionado a uma rede de espionagem cubana enviada ao território norte-americano para monitorar grupos anticastristas instalados na Flórida, organizações que realizavam ataques e operações contra Cuba.
De acordo com Marco Rubio, a intensificação das medidas tem como objetivo promover uma mudança no governo cubano.