- Estados Unidos atacam instalações iranianas no Estreito de Ormuz, incluindo Bandar Abbas.
- Trump afirma que Irã deseja negociar, mas Estados Unidos decidirá se aceitará a proposta.
- Bombardeios anteriores contra Grande Tunb causaram mortes em quartel iraniano.
- Guarda Revolucionária iraniana ameaça bloquear rotas marítimas estratégicas dos EUA.
- Irã reitera que Estreito de Ormuz permanecerá fechado, elevando tensão no comércio global.
Os Estados Unidos lançaram uma nova onda de ataques contra o Irã na tarde desta quarta-feira (15). Segundo as Forças Armadas americanas, os alvos são instalações militares utilizadas pelo regime iraniano para ameaçar embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz.
Explosões foram registradas em Bandar Abbas, principal cidade portuária do sul do Irã e um dos pontos mais estratégicos do Oriente Médio. As autoridades iranianas confirmaram a ofensiva.
Enquanto os bombardeios eram realizados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã demonstra interesse em negociar um acordo para encerrar a escalada do conflito, mas disse que caberá a Washington decidir se aceitará a proposta.
Eles querem chegar a um acordo desesperadamente. Não gostam do que estamos fazendo e realmente querem negociar. Vamos descobrir se chegaremos a um acordo com eles ou se simplesmente vamos acabar com isso.
A fala ocorreu durante a inauguração de uma fábrica de armamentos e equipamentos militares na Pensilvânia. Segundo Trump, o governo destinou US$ 10 bilhões (cerca de R$ 50,9 bilhões) para a construção da unidade, que produzirá navios, submarinos, caminhões, armamentos e equipamentos industriais.
Mais cedo, entre 7h e 8h30 (horário de Brasília), os Estados Unidos já haviam realizado outra série de bombardeios contra a ilha iraniana de Grande Tunb, no Golfo Pérsico. Segundo informações divulgadas pelo Irã, sete militares morreram após um ataque a um quartel próximo à cidade de Iranshahr, no sudeste do país.
Irã ameaça ampliar bloqueios
Também nesta quarta-feira, a Guarda Revolucionária iraniana ameaçou bloquear outras rotas marítimas estratégicas utilizadas por países aliados dos Estados Unidos. Segundo o comunicado, a medida seria uma resposta ao bloqueio naval imposto por Washington contra os portos e o petróleo iranianos.
"A exportação de petróleo e gás da região será ou para todos ou para ninguém", afirmou a Guarda Revolucionária.
Entre as rotas citadas está o estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Golfo de Áden ao Mar Vermelho e integra uma das principais rotas comerciais entre a Ásia e a Europa.
Estreito de Ormuz segue fechado
O governo iraniano também reiterou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado. A via marítima é considerada uma das mais importantes do mundo para o transporte internacional de petróleo, e a interrupção da navegação tem elevado as preocupações com o abastecimento global de energia.