O primeiro-ministro da Hungria e líder da extrema direita no país, Viktor Orbán, admitiu derrota nas eleições parlamentares da Hungria. O resultado colocou fim aos 16 anos de seu governo. "O resultado é claro e doloroso", afirmou o politico em discurso a apoiadores neste domingo (12).
Orbán ainda parabenizou o partido vencedor. Com 45,7% dos votos contados, o Conselho Nacional Eleitoral projetou que o partido Tisza, de centro-direita, deve conquistar 135 dos 199 assentos do parlamento, alcançando a maioria de dois terços necessária para alterar a constituição.
O líder do partido Tisza, Peter Magyar, foi às redes sociais para agradecer os eleitores pelo apoio após os resultados parciais. Ele também afirmou que o primeiro-ministro telefonou para parabenizá-lo pela vitória.
ELEIÇÃO
As urnas para as eleições na Hungria foram fechadas às 14h deste domingo (12) no horário de Brasília (19h no horário local). O pleito, considerado o mais importante da Europa neste ano, registrou uma participação recorde de 66% dos eleitores.
O líder do partido vencedor, Peter Magyar, se comprometeu a reconstruir a inclinação da Hungria ao Ocidente e a acabar com a dependência da energia russa até 2035, ao mesmo tempo que se esforça por "relações pragmáticas" com Moscou. Ele também prometeu desbloquear os fundos congelados da União Europeia, o que ajudaria a impulsionar a economia estagnada da Hungria.