- Pavel Durov, fundador do Telegram, foi incluído na lista de terroristas russa por acusações de colaboração com a Ucrânia.
- A Rosfinmonitoring acusou Durov de permitir a permanência de canais usados por serviços ucranianos para atividades terroristas.
- Durov contestou as acusações, afirmando que a medida é uma retaliação por sua recusa em atender exigências do governo russo.
- A inclusão na lista de terroristas pode resultar no bloqueio de bens e ativos de Durov sob jurisdição russa.
- O empresário reside atualmente nos Emirados Árabes Unidos e pode ser incluído em lista internacional de procurados.
O fundador do Telegram, Pavel Valeryevich Durov, foi incluído pelo governo da Rússia na lista de terroristas e extremistas do país. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (30) pela Rosfinmonitoring, agência russa de inteligência financeira, e está relacionada a acusações de que o empresário teria colaborado com ações ligadas à Ucrânia durante o conflito entre os dois países, iniciado em 2022.
Segundo o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), Durov teria permitido a permanência de canais, chats e bots na plataforma que, de acordo com as autoridades russas, eram utilizados por serviços especiais ucranianos para organizar atividades consideradas terroristas.
Ainda conforme o Kremlin, esses espaços no Telegram teriam servido para coordenar ataques contra a Rússia, além de ações como assassinatos em massa e fraudes praticadas em território russo.
Nascido na antiga União Soviética, Durov contestou as acusações e afirmou que a medida é uma retaliação por sua recusa em atender às exigências do governo do presidente Vladimir Putin. Em publicação feita no próprio Telegram, o empresário comentou a decisão.
“A Rússia me designou como ‘terrorista’ por me recusar a atender às suas exigências de vigilância em massa e censura no Telegram”, disse Durov.
Com a inclusão na lista de terroristas e extremistas, os bens e ativos financeiros de Durov que estejam sob jurisdição russa deverão ser bloqueados. Além disso, há expectativa de que o empresário também seja incluído em uma lista internacional de procurados. Atualmente, o fundador do Telegram reside nos Emirados Árabes Unidos.