A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta terça-feira (31) que poderá atacar empresas americanas no Oriente Médio como forma de retaliação aos bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. A ameaça eleva o nível de tensão na região, já marcada por confrontos em ocasião da guerra.
Em comunicado divulgado pela mídia estatal, a força militar iraniana listou 18 organizações como potenciais alvos. Segundo o texto, as ações podem começar a partir das 20h desta quarta-feira (1º), no horário de Teerã (13h30 em Brasília).
Entre as empresas mencionadas estão as big techs, gigantes de tecnologia e indústria, como Microsoft, Google, Apple, Intel, IBM, Tesla e Boeing.
No comunicado, o Irã afirma que os ataques seriam uma resposta direta às ações militares recentes.
Vocês ignoraram nossos repetidos alertas e, hoje, vários cidadãos iranianos foram martirizados em ataques terroristas perpetrados por vocês e seus aliados israelenses. Em resposta a essas operações, de agora em diante, as principais instituições atuantes em operações terroristas serão nossos alvos legítimos.
A Guarda Revolucionária também orientou funcionários dessas empresas a deixarem seus locais de trabalho e recomendou que moradores próximos se afastem em um raio de um quilômetro por motivos de segurança.
As 18 empresas sob ameaça são:
- Boeing
- G42
- Spire Solution
- GE
- Tesla
- JP. Morgan
- Nvidia
- Palantir
- Dell
- IBM
- Meta
- Apple
- Microsoft
- Oracle
- Intel
- HP
- Cisco
Base aérea do Exército dos EUA, nos Emirados Árabes Unidos - Foto: Doug Roles/Exército dos Eua
Irã diz ter atacado bases dos EUA
Mais cedo, a Guarda Revolucionária afirmou ter realizado ataques contra duas instalações militares dos Estados Unidos na região: uma base nos Emirados Árabes Unidos e um alojamento de tropas no Bahrein.
Até a última atualização, não havia confirmação oficial por parte dos Estados Unidos, dos Emirados Árabes Unidos ou do Bahrein sobre os ataques relatados.
Segundo o Irã, a instalação nos Emirados ficava nas proximidades da base aérea de Al Minhad e teria sido destruída. A Guarda afirmou que cerca de 200 militares norte-americanos estariam no local no momento da ofensiva, informação que não foi confirmada por Washington.