O Irã e o grupo militante libanês Hezbollah realizaram ataques coordenados contra Israel, segundo informações do Exército israelense. A ofensiva, que ocorreu na madrugada de hoje, envolveu o lançamento de um míssil do Irã e seis projéteis disparados pelo Hezbollah, a partir do território libanês.
Os ataques provocaram a ativação das sirenes de alerta vermelho em Jerusalém e Tel Aviv, quase ao mesmo tempo, e marcaram a primeira vez que o Irã e o Hezbollah atuam de forma coordenada no atual ciclo de confrontos.
Nível de coordenação crescente
Este ataque conjunto representa um aumento na coordenação entre o Irã e seu aliado no Líbano, apesar das recentes ações militares de Israel e dos Estados Unidos, que resultaram na morte de líderes importantes dos dois grupos durante os primeiros dias de combate.
Em um comunicado subsequente, o Exército de Israel informou que o Irã e o Hezbollah realizaram um segundo ataque coordenado, embora não haja informações imediatas sobre vítimas. O Magen David Adom, serviço de emergência israelense, também indicou que não houve relatos de feridos após a ofensiva inicial.
Ações de Israel e pedidos internacionais
Na terça-feira (3), o embaixador de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, apelou ao governo libanês para tomar medidas contra o Hezbollah e evitar uma escalada maior. Danon pediu ao Líbano que "aja agora" para conter as atividades do grupo apoiado pelo Irã, já que Israel intensificou seus ataques ao Hezbollah no território libanês.
“Esperamos que o governo libanês contenha o Hezbollah. Que assuma o controle e aja agora para evitar uma escalada ainda maior”, afirmou o diplomata israelense. Ele também criticou as ações do Hezbollah, apontando que o grupo violou uma resolução da ONU que pedia o desarmamento.
Declarações contra o Irã e o apelo ao povo iraniano
Em sua fala, Danon também sugeriu um apelo ao povo iraniano, incentivando uma rebelião. Ele afirmou que muitos iranianos estão "oprimidos por gerações" e que "merecem um futuro melhor". Essas palavras ecoaram declarações de autoridades americanas, incluindo o ex-presidente Donald Trump, que frequentemente se referiu ao desejo de uma mudança no regime iraniano.
“Existem muitas pessoas corajosas vivendo no Irã. Elas têm a chance de um futuro melhor e devem aproveitá-la”, disse Danon durante a entrevista coletiva.
Resposta do governo libanês
O governo do Líbano, por meio de seu ministro da Defesa, reagiu aos ataques, afirmando que tomará "todas as medidas necessárias" para proteger o país e evitar mais violência. Em um comunicado, o ministro enfatizou que o Líbano já havia proibido as atividades militares do Hezbollah em algumas áreas do país, com o intuito de prevenir uma maior escalada do conflito.
O governo libanês se comprometeu a atuar para proteger a população e deter os responsáveis pelos ataques, garantindo a segurança interna e evitando que o país se envolvesse diretamente no conflito mais amplo.