Israel afirmou ter matado o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, em um bombardeio realizado nesta quinta-feira (26) na cidade portuária de Bandar Abbas. A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz.
Tangsiri era considerado peça central na estratégia militar iraniana no Golfo Pérsico e apontado como responsável por ações que restringiram a navegação internacional no Estreito de Ormuz.
Segundo fontes do jornal The New York Times, o comandante foi atingido enquanto estava escondido em um apartamento com outros oficiais da Guarda Revolucionária.
EUA confirmam morte
Horas após o anúncio de Israel, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou a morte do militar.
Em comunicado, o órgão afirmou que a eliminação de Tangsiri “torna a região mais segura”. O comandante do Centcom, o almirante Brad Cooper, declarou que o iraniano liderou a força por oito anos e esteve envolvido em ações contra embarcações civis.
Segundo Cooper, a Guarda Revolucionária teria realizado ataques com drones e mísseis contra navios mercantes e “hostilizado milhares de marinheiros”.
Ataques de Israel ao complexo de liderança do Irã em 3 de março- Foto: Reprodução/ Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images
Sanções e impacto militar
O comunicado também lembra que Tangsiri foi classificado como terrorista global pelos Estados Unidos em 2019, com novas sanções impostas em 2024.
De acordo com o Centcom, desde o início da operação “Fúria Épica”, cerca de 92% dos principais navios da marinha iraniana foram destruídos, reduzindo a capacidade de projeção de poder da Guarda Revolucionária.
A avaliação do comando americano é de que, com a morte do líder, a força enfrenta um “declínio irreversível”.
O órgão afirmou ainda que os ataques devem continuar e fez um apelo para que militares iranianos deixem seus postos. Até o momento, autoridades do Irã não se pronunciaram oficialmente sobre o caso.
EUA dizem ter atingido mais de 10 mil alvos
O almirante Brad Cooper afirmou que as forças dos Estados Unidos já atingiram mais de 10 mil alvos no Irã desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. Segundo ele, a ofensiva conjunta com Israel ampliou significativamente os danos às estruturas militares iranianas.
De acordo com Cooper, mais de dois terços das instalações de produção de mísseis, drones e equipamentos navais do Irã foram destruídos.
“Estamos no caminho para eliminar completamente o aparato mais amplo de fabricação militar do Irã”, afirmou.
Conflito segue sem trégua
Apesar de relatos sobre uma possível proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos, com intermediação do Paquistão, o conflito segue em escalada.
O governo iraniano nega qualquer negociação, enquanto Israel afirma ter intensificado ataques contra alvos militares, inclusive na capital Teerã.