As Forças de Defesa de Israel anunciaram nesta terça-feira (21) a punição de dois soldados com 30 dias de detenção militar por envolvimento na destruição de uma estátua de Jesus Cristo durante uma operação no Líbano. Outros seis militares foram convocados a prestar esclarecimentos.
Caso ocorreu em vila cristã
Segundo o Exército, o episódio aconteceu na aldeia cristã de Debel, no sul do país. Um dos soldados foi flagrado atingindo a estátua com uma marreta, enquanto outro registrava a ação em vídeo. Outros seis estavam no local e não impediram nem denunciaram o ato.
Punições e investigação
Os dois militares diretamente envolvidos, o que vandalizou e o que filmou, foram condenados à detenção. Seus nomes não foram divulgados. Em comunicado, o Exército classificou a conduta como “inaceitável” e uma “falha moral”, afirmando que a ação contrariou as ordens e valores da corporação.
A nota também reforça que as operações militares no Líbano têm como alvo o Hezbollah, e não civis.
Reação e substituição da estátua
Após a repercussão do caso, as Forças de Defesa informaram que a estátua foi substituída por militares e expressaram “profundo pesar” pelo ocorrido. O Exército afirmou ainda que adotará medidas para evitar novos episódios semelhantes.
Desde o início das operações israelenses no Líbano, em 2 de março, mais de 2.300 pessoas morreram e cerca de um milhão foram deslocadas. Um cessar-fogo de dez dias foi anunciado em 16 de abril.