- Ministério das Relações Exteriores alerta brasileiros a evitar viagens para regiões afetadas pela tensão no Oriente Médio.
- Países citados incluem Irã, Israel, Faixa de Gaza, Iêmen e outras regiões do Líbano e Oriente Médio.
- Conflito entre Estados Unidos e Irã volta a intensificar-se com ataques mútuos e operações militares.
- Acordos anteriores entre os países deixam de ser cumpridos, aumentando a preocupação com a escalada do conflito.
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) divulgou, nesta terça-feira (21), um alerta consular orientando brasileiros a não viajarem para países e regiões diretamente afetados pela escalada das tensões no Oriente Médio. O comunicado também recomenda evitar viagens não essenciais para outros destinos da região diante do agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã.
Segundo o Itamaraty, a medida busca preservar a segurança dos cidadãos brasileiros diante do cenário de instabilidade e do aumento das operações militares.
Países citados no alerta
O governo brasileiro recomenda que os cidadãos não viajem para o Irã, Israel, sul do Líbano, Faixa de Gaza e Iêmen.
Além disso, orienta que sejam evitadas viagens não essenciais para a Cisjordânia ocupada, Síria, Iraque, demais regiões do Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita.
Escalada do conflito
O alerta foi emitido após a retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, que voltaram a trocar ataques nas últimas semanas. Segundo informações divulgadas, forças norte-americanas realizaram ações militares em território iraniano após supostos ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz.
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra alvos ligados aos Estados Unidos em países vizinhos, elevando novamente o nível de tensão na região.
Com a retomada dos confrontos, acordos firmados anteriormente entre os dois países, como o cessar-fogo e medidas para reduzir as restrições comerciais e marítimas, deixaram de ser cumpridos. As negociações seguem sem avanços, enquanto cresce a preocupação com uma possível ampliação do conflito envolvendo outros países do Oriente Médio.