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Keiko Fujimori lidera disputa contra Sánchez com mais de 99% das urnas apuradas no Peru

Diferença entre os candidatos é inferior a um ponto percentual; apuração segue em andamento e resultado oficial ainda não foi divulgado pelo ONPE

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  • Com mais de 99% das urnas apuradas, disputa presidencial no Peru segue indefinida entre Roberto Sánchez e Keiko Fujimori.
  • Diferença entre os candidatos permanece inferior a um ponto percentual, mantendo cenário de extrema disputa no segundo turno.
  • Keiko Fujimori aparece com vantagem apertada, acumulando pouco mais de 32 mil votos à frente do adversário.
  • Cenário político é marcado por instabilidade e baixa confiança nas instituições no Peru.
Keiko Fujimori e Roberto Sánchez | Foto: Reprodução// REUTERS/Alessandro Cinque e REUTERS/Stifs Paucca
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Com mais de 99% das urnas apuradas, a disputa presidencial no Peru segue indefinida entre Roberto Sánchez, da Juntos pelo Peru, e Keiko Fujimori, da Força Popular. A diferença entre os candidatos permanece inferior a um ponto percentual, mantendo o cenário de extrema disputa no segundo turno.

De acordo com dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), a contagem ultrapassava 99% das urnas na noite de segunda-feira (15), mas ainda não havia resultado oficial consolidado.

À 1h desta terça-feira (16), Keiko Fujimori aparecia com vantagem apertada, acumulando pouco mais de 32 mil votos à frente do adversário.

Disputa voto a voto

Segundo a apuração mais recente, os candidatos apresentam os seguintes percentuais:

  • Keiko Fujimori: 50,08%
  • Roberto Sánchez: 49,91%

A diferença reflete um cenário de alternância ao longo da contagem, com oscilações constantes entre os dois nomes desde o início da apuração.

Apuração oscilou desde o domingo

Os primeiros dados oficiais foram divulgados pelo ONPE ainda na noite do domingo (7), quando Keiko Fujimori chegou a abrir cerca de cinco pontos percentuais de vantagem sobre Sánchez.

Nas horas seguintes, com o avanço da contagem, a diferença diminuiu de forma progressiva. Já na manhã de segunda-feira (8), a vantagem da candidata caiu para menos de um ponto percentual.

Ao longo do processo, houve momentos em que o candidato da Juntos pelo Peru chegou a superar Keiko, antes de a candidata da direita retomar a liderança posteriormente, também por margem reduzida.

Keiko Fujimori deposita o seu voto nas eleições presidenciais no Peru (Foto: Alessandro Cinque/Reuters)

Situação atual da contagem

Com 98,55% das urnas apuradas no país, o ONPE registrava 50,051% dos votos válidos para Keiko Fujimori contra 49,949% de Roberto Sánchez.

Considerando os votos do exterior, a apuração total estava em 98,3%, com 50,012% para Keiko e 49,988% para Sánchez. Já entre os votos do exterior, com 95,124% das urnas contabilizadas, Keiko aparecia com 63,387% contra 36,613% do adversário.

No total, ainda restavam cerca de 0,523% dos votos pendentes de apuração.

Regiões ainda em contagem

Ainda há votos a serem computados em regiões como Ayacucho, Cusco, Loreto, Madre de Dios e Ucayali. Nas demais localidades, a contagem já foi finalizada, embora parte das cédulas ainda dependa de validação da Justiça Eleitoral.

A autoridade eleitoral informou que a divulgação do resultado final pode levar alguns dias, devido ao uso de cédulas de papel no processo de votação.

O Peru tem 27,33 milhões de eleitores aptos a votar.

Candidatos e contexto político

Keiko Fujimori, do partido Força Popular, disputa a presidência pela quarta vez. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela já havia sido derrotada no segundo turno em 2011, 2016 e 2021.

No primeiro turno das eleições de 2026, obteve 17,2% dos votos válidos.

Roberto Sánchez, da Juntos pelo Peru, chegou ao segundo turno após conquistar 12% dos votos no primeiro turno. Sua base de apoio está concentrada principalmente em regiões rurais e áreas afastadas dos grandes centros urbanos.

Cenário político e instabilidade

As eleições de 2026 registraram um recorde de 35 candidatos na disputa presidencial no primeiro turno. O processo ocorre em meio a um cenário de instabilidade política, no qual o Peru teve nove presidentes em dez anos, apesar de mandatos constitucionais de cinco anos.

Pesquisas indicam ainda baixa confiança nas instituições: cerca de 90% dos peruanos afirmam ter pouca ou nenhuma confiança no governo e no Congresso Nacional. Apenas 10% declaram estar satisfeitos com a democracia no país, quadro que especialistas descrevem como uma “desconfiança crônica”.


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