- Presidente Lula conversa com Trump por telefone em 21 de junho, abordando temas comerciais e diplomáticos.
- Discutiram tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros e a necessidade de retomar negociações.
- Lula defendeu cooperação contra crime organizado e reiterou posição sobre não classificação de facções como terroristas.
- Conflitos na Ucrânia e no Irã foram discutidos, com apelo por soluções diplomáticas e maior atuação internacional.
- Diálogo ocorre em meio a tensão comercial, mas abre espaço para nova rodada de negociações entre os governos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira (21). O diálogo durou cerca de 1h20 e abordou questões comerciais entre os dois países, combate ao crime organizado e conflitos internacionais, incluindo as guerras na Ucrânia e no Irã. Segundo o Palácio do Planalto, a conversa ocorreu em tom amistoso e cordial.
Um dos principais assuntos foi o tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Lula afirmou que as justificativas utilizadas pelo governo norte-americano para aplicar as novas tarifas são infundadas e defendeu a retomada das negociações entre os dois países.
Trump, por sua vez, concordou sobre a importância de preservar relações comerciais fortes entre Brasil e Estados Unidos e propôs que as equipes dos dois governos voltem a se reunir para buscar soluções para o impasse.
Combate ao crime organizado
Durante a conversa, Lula também apresentou iniciativas brasileiras de enfrentamento ao crime organizado e defendeu uma maior cooperação com os Estados Unidos na área de segurança.
O presidente brasileiro reiterou, no entanto, a posição de que organizações criminosas brasileiras não devem ser classificadas como grupos terroristas. Lula mencionou medidas adotadas pelo governo, incluindo ações para atingir financeiramente as facções e o fortalecimento da segurança em presídios.
Guerras na Ucrânia e no Irã
A conversa também avançou para temas da agenda internacional. Lula e Trump discutiram os conflitos na Ucrânia e no Irã e a necessidade de buscar caminhos diplomáticos para a resolução das guerras.
O presidente brasileiro voltou a defender maior atuação internacional para a construção de acordos de paz e criticou a dificuldade do Conselho de Segurança das Nações Unidas em apresentar respostas aos conflitos.
A ligação ocorre em meio a um período de tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos, principalmente por causa das tarifas comerciais. A retomada do diálogo entre os dois presidentes, porém, abriu espaço para uma nova rodada de negociações entre representantes dos dois governos.